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segunda-feira, 20 de junho de 2011

E chegou o GALERA C.Q.D.! O programa que Igarapava e região tanto aguardavam! Escola Alfredo Cesário abala no debate sobre bullying.





É isso aí...chegou o galera. Terças e quintas, às 16 horas. Debates, enigmas, curiosidades e muitos prêmios. Na Rádio Cidade FM. Sua escola também pode participar. Nessa terça, dia 14 de Junho, foi a vez da Escola Alfredo Cesário estrear junto conosco. E com o interessante tema: bullying. A dupla A, Lorrane Nadja e Rebeca de Oliveira defenderam que há exagero sobre o bullying. A dupla B, Marcelo Precioso e Thalia de Paula, defendem que bullying sempre é coisa séria. Eis o resumo do debate entre duas duplas dessa escola:
PRIMEIRA ARGUMENTAÇÃO:
Dupla A: [“ Então, a questão do bullying, eu acho, sinceramente, que isso é um exagero, a mídia está exagerando demais. Isso é só uma brincadeira.É só uma zoeira que a gente faz, a gente não quer magoar ninguém, a gente não faz com a intenção de magoar. Agora, em pleno século XXI, muito menos, a gente tem mais estrutura, bem mais da hora do que outros tempos, a gente está numa era mais de amizade, sei lá, esse negócio de bullying é uma coisa exagerada. Estão colocando muita lenha na fogueira. Nossa, estão exagerando muito. E outra, quando a gente brinca com uma pessoa, a gente não tem intenção de magoar ela, a gente tem a intenção de estar brincando com ela. Muitas vezes, a pessoa nunca correspondeu, por muita timidez, acho que isso é mais um exagero da mídia.” (Rebeca)]
Dupla B: [“Antes de tudo, eu queria falar bom dia, e que eu acho que o bullying é uma maneira, sim, de agredir a pessoa verbalmente ou fisicamente, e que esse tipo de brincadeira, não é brincadeira isso...isso é uma maneira de ofender a pessoa e do nosso ponto de vista a gente acha que isso é um mal a se combater e isso não é recente, isso já vem lá de 1970. E até agora, só vem piorando a situação (Marcelo)]. [O bullying não é exatamente uma brincadeira. Chega a ser uma humilhação. A pessoa que está recebendo a brincadeira, pode não achar que não é uma brincadeira. A pessoa que faz a brincadeira pode até achar que é. Mas a pessoa que está sendo atingida não gosta. Então a gente tem que ver o ponto de vista da outra pessoa, pra fazer a brincadeira. A gente não pode ficar fazendo essas brincadeiras com a pessoa sem saber se ela está gostando. Ela pode até estar rindo, achando legal, mas por dentro ela está se sentindo muito mal (Thalia).”]

RÉPLICA:
Dupla A: [“A gente prestou bem atenção no que os nossos adversários falaram. Eles falaram sobre o lado da outra pessoa. A gente sempre olha o outro lado da outra pessoa, a gente não vai fazer uma brincadeira por mal. A gente não vê maldade nessa brincadeira. A gente faz uma brincadeira, simplesmente por conversar com a pessoa, a gente está em pleno século XXI, que que acontece, a gente tem que ter mais senso de humor. Por que não é sempre que a gente fizer uma brincadeira que a gente tá querendo afetar a pessoa, humilhar a pessoa. A gente tá querendo simplesmente fazer amizades, se entrosar mais, formar novos grupos, formar novas sociedades..estamos tentando fazer as coisas melhorarem. A gente tá tentando fazer da nossa escola um lugar mais alegre e que que acontece, as pessoas ficam colocando na cabeça dos adolescentes que isso é um crime, que nisso tem muito mal, que isso é um exagero. Num tem nada de exagero, é só uma brincadeira. Isso é uma coisa que eu até fico...sem palavras A pergunta pra eles é: quais são os argumentos que eles têm para serem tão contra essas atitudes. Por que no nosso ponto de vista a gente não vê maldade, a gente não vê essa agressividade toda, a agente não vê esse exagero todo, por que eles falam que a gente humilha a pessoa, que a gente faz a pessoa ficar tímida, que a gente isola a pessoa. Pelo contrário, a gente vai brincar com a pessoa pra ela se entrosar, pra ela, é, juntar com a galera, mas aí ela, se ela não corresponder bem, tudo bem, a gente pára, mas se ela, tipo estiver correspondendo a gente vai continuar brincando, ela vai entrosar com a gente, vai ser vice e versa, então acho que não tem esse exagero todo dessa violência toda que eles estão falando.(Rebeca).
[“sem contar também que, igual eles falaram, ás vezes eles podem estar rindo, mas não podem gostar. E se tá rindo, é porque está gostando. Podem até falar que não está, mas está. Quando a pessoa não ri é por que está gostando, se ela não estiver rindo, também, a gente pára. É, deixa ela lá no canto dela. (Lorrane).
A pergunta é quais são os argumentos, as justificativas, as informações que eles têm pra estar debatendo com a gente, por que a gente acha isso um exagero...”]
Dupla B: [“O bullying não é exatamente uma agressão verbal, mas também é uma agressão física, isso agride a pessoa, ela pode ficar tímida e com isso a pessoa, que tá fazendo a brincadeira pode até chegar a agredir a pessoa, pela não moral que a pessoa agredida..a pessoa se sente mal, ela pode levar a outra ao suicídio...a pessoa que agride brinca, sem saber a hora de parar. A maioria das pessoas são assim. Outras pessoas pensam que sabem a hora de parar, mas não sabem. O bullyinng não é só uma brincadeira. Ele pode levar a muitas coisas.”][“...uma hora a brincadeira perde a graça, né. E pelas pesquisas que fizemos, pode deixar a pessoa até...levá-la a abandonar os estudos, começar a ter baixo rendimento, querer se afastar da sociedade, se isolar dos amigos...”]; [“...de tanto ser humilhada, essa pessoa vai acabar não querendo conversar com ninguém, vai se isolando, querendo até deixar de estudar por causa dessas brincadeiras que eles falam que não é maldade, mas é sim e que um dia podem até levar ao suicídio do aluno que é alvo disso.”]

Quer saber qual o final dessa conversa, como foi a tréplica de cada dupla?...Mais do Galera C.Q.D?....é só ouvir, ao vivo, na Rádio Cidade FM, às terças e quintas-feiras, às 16 horas. Multimidie-se!

Agora, o resumo do comentário final sobre o debate, feito pela secretária de educação municipal, professora Rosa: [“Parabéns aos alunos, que souberam de maneira clara e objetiva colocar a sua opinião contra ou a favor dessa situação do excesso de brincadeiras entre alunos...”]; [“...eu queria acrescentar que eu aprendi, também, que o bullying acontece no mesmo nível hierárquico ou, no caso dos alunos, na mesma faixa etária. O que agente aprendeu, né meninos, é que nós devemos denunciar. Nunca deixe de levar esse problema pra seus pais. Ficar só magoado, ficar chateado. Não. Nós temos que denunciar. Queixar com nosso professor, o qual a gente tenha mais estima, ou com a inspetora, com a servente, com a coordenadora, com a diretora. Sempre denunciar. Nunca deixar passar, por que aí é são causados os traumas. A repetição das brincadeiras sem graça é o que traz os problemas. Tudo o que excede, fica complicado. E essa brincadeira se torna complicada, chegando à violência...”]; [“...eu vou terminar dizendo que esse (o bullying) é um mal que pode ser evitado. Se nós tivermos consciência, como vocês estão tendo, e passar isso adiante, para as crianças menores, para os parentes, isso pode acabar.”].
Nossos agradecimentos a secretária da educação municipal, prof. Rosa, à professora Silvana, diretora da escola Alfredo Cesário. E nossos parabéns aos alunos.
Mais detalhes...no blog do prof. Kiko, no Jornal de Igarapaval e, sempre, na Rádio Cidade Fm.
Fuiiiii

Dr. Francisco Tadeu Molina fala ao C.Q.D. sobre câncer de próstata.



No dia 18 de Maio, esteve nos estúdios da Rádio Cidade FM, no programa C.Q.D., o Dr. Francisco Tadeu Molina falando sobre um tema importantíssimo: o câncer de próstata. Eis os trechos mais importantes de sua entrevista:
Sobre a localização da próstata: [“...a próstata é uma glândula que fica localizada no fundo da bexiga, na parte pélvica do aparelho reprodutor masculino,...e com uma finalidade importantíssima por que a próstata é um órgão que concorre também na formação do líquido seminal pra que possa ajudar os espermatozóides a saírem e atingirem o seu alvo na hora da ejaculação, na hora do ato e da relação sexual. A próstata também tem uma função interessantíssima, que é na função sexual do homem também. Então ela tem uma grande importância para o homem em um controle efetivo na parte reprodutora e temos que ter sobremaneira uma grande vigilância com ela, principalmente após os quarenta anos, principalmente por ser um órgão glandular...”]
Sobre outros problemas, além do câncer, que podem acometer a próstata: [“...o que mais acomete a próstata não é o câncer, graças a Deus...há três principais patologias na próstata: a primeira que devemos atentar é a hiperplasia benigna de próstata, HPB, é um crescimento benigno da próstata e que causa transtornos urinários também, no homem, e leva o homem a pensar no pior mas que uma vez monitorada, dentro daquela faixa etária após os 40 anos, fazendo sua visita regular ao urologista e procurando o recurso devido, nós temos como tratá-la e dar uma melhora enorme na qualidade de vida desse paciente. A outra patologia é a prostatite que é a infecção ou inflamação da próstata que pode ser por via ascendente, quando vem do aparelho urinário por relações sexuais sem proteção, por infecções urinárias, e descendente quando vem através de uma infecção renal e acaba atingindo a bexiga e a próstata levando a sua inflamação. A outra patologia importante seria o câncer propriamente dito.”]
Sobre os porquês de tantos homens adiarem o exame de toque: [“...aí vem o problema de tabú, vem o problema cultural, vem o problema do próprio homem, da natureza dos homens, por que muitas vezes acham que não é fácil fazer o exame, e o exame, quero deixar claro, que é um exame muito rápido, um exame muito ético, um exame muito digno e que a pessoa tem que pensar na sua vida e na sua sobrevida...é um simples exame, de uma natureza em que você está levando uma sobrevida e uma melhora contínua na qualidade de vida desse indivíduo...é mais importante deixarmos de lado todas essas mazelas que nós temos, questões culturais, machismo e etc. e procurarmos o médico da nossa confiança pra que nós possamos ter uma qualidade de vida muito melhor...Deus disse faça sua porte que Eu te ajudarei, e a nossa parte é procurar os recursos médicos disponíveis...”]
O exame de sangue resolve, substitui o exame de toque? [“...dizer que o exame de sangue resolve o problema é balela e é mentira...Esse exame apenas norteia o médico a apenas saber que existe algo errado na glândula prostática. Pode ser uma simples prostatite, uma simples hiperplasia benigna e pode ser um câncer. Eu já tive casos na minha vida profissional em que o indivíduo tinha próstata pequena, com indicador do exame de sangue (PSA) baixo e o indivíduo ter câncer de próstata...é importante salientar que o toque retal ainda é o melhor recurso que o urologista tem...”]
Sobre as chances de cura do câncer de próstata: [“...o câncer de próstata, hoje, diagnosticado precocemente, quando ele está estagiado apenas no processo glandular, ele é curável. Isso é que é o mais importante...há a possibilidade da prostatectomia radical (retirada da próstata) ou a radioterapia, mas nós ainda achamos que a primeira, dentro das condições indicadas anteriormente, leva a uma cura de praticamente 100%...por isso que o exame é importante...”]
Sobre a relação entre alimentação e o câncer de próstata: [“...num estudo de uma universidade americana foi percebido que o indivíduo que ingeria muito alimento que tem gordura de origem animal ele apresentava uma predisposição maior a ter o câncer de próstata...então é bom evitar os exageros com esse tipo de gordura. Mas também foram observadas outras coisas importantes que concorrem que são os enlatados, que são os conservantes...E existe um alimento que também já foi estudado cientificamente e que se descobriu ser benéfico em relação ao câncer que é o tomate, por que ele possui uma substância chamada Licopeno, que concorre para a prevenção do câncer de próstata...”]
Sobre a relação entre a cirurgia de próstata e a potência masculina: [“Isso é outro ponto importante que nós devemos frisar, pois um dos preconceitos maiores do homem, com relação à procura do exame, é que, uma vez diagnosticado o problema, tenha que passar por uma cirurgia. E existe o tabu que, depois que operou, ele pode ficar com disfunção erétil. Na verdade, é o seguinte: a medicina evolui muito. Há trinta anos atrás, nós diríamos que um indivíduo, portador de um câncer de próstata, que passasse por uma prostatectomia radical, fatalmente ele desenvolveria uma impotência sexual ou, pelo menos, uma disfunção erétil. Atualmente, com a evolução das técnicas cirúrgicas, da movimentação na área laparoscópica, isso diminuiu sobremaneira. O que não quer dizer que o indivíduo vai sair de uma cirurgia de câncer de próstata e vai manter exatamente sua potência anterior. Mas, por outro lado, existem, no mercado, medicações que melhoram sobremaneira a função erétil do homem...então com as melhoras nas técnicas cirúrgicas, com a diminuição da invasão na cirurgia de prostatectomia, diminuiu o risco da impotência sexual...com essa melhora, os homens se animaram a decidirem em optar, inclusive, por um tratamento a cabo, levando a cirurgia ou a quimioterapia, ou a radioterapia, dependendo do caso da indicação pra cada caso.”]
Prestes a encerrarmos a entrevista, sempre é concedido um espaço para as considerações finais. E muito me surpreendo, eu, um professor de Física, mas muito humano, quando ouvi do nosso convidado, a seguinte mensagem: [“...e eu me lembro Leandro, de uma história, rapidinho aqui, pra você, se você me permite aqui no ar, de Einstein, ele tinha uma sabedoria inconfundível...uma vez na escola, um professor fazendo uma pergunta crítica, para os alunos, disse o seguinte: Deus construiu tudo que existe no nosso meio? E um dos alunos se levantou e disse: -Sim! Deus construiu tudo. E o professor ironicamente perguntou de novo: Deus construiu tudo? E o aluno: Sim...Deus fez tudo. E o professor: se Deus construiu tudo, então Deus é mal. Por que ele fez o mal. O mal existe e o mal permeia nossas vidas então Deus é mal. E o aluno ficou meio que perdido e confundido. Quando, lá no fundo dessa sala, levanta uma pessoa muito humilde, um aluno simples, e diz ao professor: - Professor. Posso fazer uma pergunta? O frio existe ou é apenas a ausência do calor? A escuridão existe ou é apenas a ausência da luz? Então professor...Agora vou responder à pergunta que o senhor fez ao meu colega. O mal também não existe. É apenas a ausência do bem. Então Deus não é mau. Deus é bom. Esse aluno era Eisntein...”]

segunda-feira, 13 de junho de 2011

BULLYING...AFINAL...DO QUE SE TRATA?


Hoje recebemos (na ordem da foto) nos estúdios da RÁDIO CIDADE FM: a Dra. Rubiana (advogada), Wanessa Oliveira (psicóloga)e Prof. Nelson scandiuzzi (secretário de educação de Aramina) para falarmos de BULLYING. Apresentaremos o resumo do debate através de algumas perguntas feitas durante o programa e suas respectivas respostas:

SOBRE O QUE É BULLYING

LEANDRO SILVA:O BULLYING É DEFINIDO COMO?
PROFESSOR KIKO: Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por uma ou mais pessoas contra um ou mais colegas (mesmo nível) . O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

LEANDRO SILVA: O BULLYING É UMA COISA RECENTE?
WANESSA: Não. O bullying sempre existiu. No entanto, o primeiro a relacionar a palavra a um fenômeno foi Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega, no fim da década de 1970. Ao estudar as tendências suicidas entre adolescentes, o pesquisador descobriu que a maioria desses jovens tinha sofrido algum tipo de ameaça e que, portanto, o bullying era um mal a combater.

LEANDRO SILVA: O QUE NÃO É BULLYING?
PROFESSOR KIKO:Discussões ou brigas pontuais não são bullying. Conflitos entre professor e aluno ou aluno e gestor também não são considerados bullying. Para que seja bullying, é necessário que a agressão ocorra entre pares (colegas de classe ou de trabalho, por exemplo). Todo bullying é uma agressão, mas nem toda a agressão é classificada como bullying.

PORQUE OCORRE O BULLYING?

LEANDRO SILVA:O QUE LEVA O AUTOR DO BULLYING A PRATICÁ-LO?
WANESSA: Querer ser mais popular, sentir-se poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo . É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. ''O autor não é assim apenas na escola. Normalmente ele tem uma relação familiar na qual tudo se resolve pela violência verbal ou física e ele reproduz isso no ambiente escolar'' Sozinha, a escola não consegue resolver o problema, mas é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um praticante de bullying. "A tendência é que ele seja assim por toda a vida, a menos que seja tratado".

LEANDRO SILVA: COMO IDENTIFICAR O ALVO DO BULLYING, QUAL SERIA O PERFIL DO ALUNO QUE NORMALMENTE SOFRE BULLYING? PROF. NELSON: O alvo costuma ser uma criança com baixa autoestima e retraída tanto na escola quanto no lar. ''Por essas características, é difícil esse jovem conseguir reagir''. Além dos traços psicológicos, os alvos desse tipo de violência costumam apresentar particularidades físicas. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos. "Também pode ocorrer com um novato ou com uma menina bonita, que acaba sendo perseguida pelas colegas.

LEANDRO SILVA: O ESPECTADOR TAMBÉM PARTICIPA DO BULLYING?

PROF. KIKO: Sim. O espectador é um personagem fundamental no bullying. É comum pensar que há apenas dois envolvidos no conflito: o autor e o alvo. Mas os especialistas alertam para um terceiro personagem responsável pela continuidade do conflito. O espectador típico é uma testemunha dos fatos, pois não sai em defesa da vítima nem se junta aos autores. Essa atitude passiva pode ocorrer por medo de também ser alvo de ataques ou por falta de iniciativa para tomar partido.

LEANDRO SILVA: QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS PARA O ALUNO QUE É ALVO DE BULLYING?
DRA. RUBIANA: O aluno que sofre bullying, principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e vergonha de ir à escola. Pode querer abandonar os estudos, não se achar bom para integrar o grupo e apresentar baixo rendimento. Uma pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) revela que 41,6% das vítimas nunca procuraram ajuda ou falaram sobre o problema, nem mesmo com os colegas.

TIPOS DE AGRESSÃO

LEANDRO SILVA: EXISTE DIFERENÇA ENTRE BULLYING PRATICADO POR MENINOS E POR MENINAS?
WANESSA: De modo geral, sim. As ações dos meninos são mais expansivas e agressivas, portanto, mais fáceis de identificar. Eles chutam, gritam, empurram, batem. Já no universo feminino o problema se apresenta de forma mais velada. As manifestações entre elas podem ser fofocas, boatos, olhares, sussurros, exclusão. "As garotas raramente dizem por que fazem isso. Quem sofre não sabe o motivo e se sente culpada

LEANDRO SILVA:NA SUA OPINIÃO, QUAL É PIOR: O BULLYING COM AGRESSÃO FÍSICA OU O COM AGRESSÃO MORAL?
DRA. RUBIANA: Ambas as agressões são graves e têm danos nocivos ao alvo do bullying.Por ter consequências imediatas e facilmente visíveis, a violência física muitas vezes é considerada mais grave do que um xingamento ou uma fofoca.

ATITUDES DO PROFESSOR

LEANDRO SILVA:NA SUA OPINIÃO, O QUE O PROFESSOR DEVE FAZER, QUANDO IDENTIFICA UM CASO DE BULLYING EM SALA DE AULA?
PROF. NELSON: Ao surgir uma situação em sala, a intervenção deve ser imediata. "Se algo ocorre e o professor se omite ou até mesmo dá uma risadinha por causa de uma piada ou de um comentário, vai pelo caminho errado. Ele deve ser o primeiro a mostrar respeito e dar o exemplo. Algumas ações aconselhadas: - Incentivar a solidariedade, a generosidade e o respeito às diferenças por meio de conversas, campanhas de incentivo à paz e à tolerância, trabalhos didáticos, como atividades de cooperação e interpretação de diferentes papéis em um conflito; - Desenvolver em sala de aula um ambiente favorável à comunicação entre alunos; - Quando um estudante reclamar de algo ou denunciar o bullying, procurar imediatamente a direção da escola.

LEANDRO SILVA: O PROFESSOR PODE SER AUTOR OU ALVO DE BULLYING, EM RELAÇÃO AOS SEUS ALUNOS?
PROF. KIKO: Conceitualmente, não, pois, para ser considerada bullying, é necessário que a violência ocorra entre pares, como colegas de classe ou de trabalho. O professor pode, então, sofrer outros tipos de agressão, como injúria ou difamação ou até física, por parte de um ou mais alunos. Pode também abusar de sua autoridade.

ATITUDES DO GESTOR

LEANDRO SILVA: NO PAPEL DE GESTOR NA EDUCAÇÃO, QUAIS ATITUDES PODEM SER TOMADAS PARA EVITAR O BULLYING?
PROF. NELSON:- Conversar com os alunos e escutar atentamente reclamações ou sugestões; - Estimular os estudantes a informar os casos; - Reconhecer e valorizar as atitudes da garotada no combate ao problema; - Criar com os estudantes regras de disciplina para a classe em coerência com o regimento escolar; - Estimular lideranças positivas entre os alunos, prevenindo futuros casos; - Interferir diretamente nos grupos, o quanto antes, para quebrar a dinâmica do bullying. "A escola que afirma não ter bullying ou não sabe o que é ou está negando sua existência".

LEANDRO SILVA: COMO AGIR COM ALUNOS ENVOLVIDOS EM CASO DE BULLYING?
PROF. KIKO: O foco deve se voltar para a recuperação de valores essenciais, como o respeito pelo que o alvo sentiu ao sofrer a violência. A escola não pode legitimar a atuação do autor da agressão nem humilhá-lo ou puni-lo com medidas não relacionadas ao mal causado, como proibi-lo de frequentar o intervalo. Já o alvo precisa ter a auto-estima fortalecida e sentir que está em um lugar seguro para falar sobre o ocorrido. "Às vezes, quando o aluno resolve conversar, não recebe a atenção necessária, pois a escola não acha o problema grave e deixa passar". Ainda é preciso conscientizar o espectador do bullying, que endossa a ação do autor. ''Trazer para a aula situações hipotéticas, como realizar atividades com trocas de papéis, são ações que ajudam a conscientizar toda a turma.

LEANDRO SILVA: COMO DEVE SER A CONVERSA COM PAIS DE ALUNOS ENVOLVIDOS EM BULLYING?
WANESSA: É preciso mediar a conversa e evitar o tom de acusação de ambos os lados. Esse tipo de abordagem não mostra como o outro se sente ao sofrer bullying. Deve ser sinalizado aos pais que alguns comentários simples, que julgam inofensivos e divertidos, são carregados de ideias preconceituosas. ''O ideal é que a questão da reparação da violência passe por um acordo conjunto entre os envolvidos, no qual todos consigam enxergar em que ponto o alvo foi agredido para, assim, restaurar a relação de respeito'' Muitas vezes, a escola trata de forma inadequada os casos relatados por pais e alunos, responsabilizando a família pelo problema. É papel dos educadores sempre dialogar com os pais sobre os conflitos - seja o filho alvo ou autor do bullying, pois ambos precisam de ajuda e apoio psicológico.

E esse é o resumo dessa importante conversa. Nossos agradecimentos aos convidados.

Até a próxima...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Cidade em Notícias entrevista: Igarapavense afirma que foi levado por extra-terrestres e escreveu livro sobre o assunto.


Na sexta-feira, 20 de maio de 2011, na Rádio Cidade FM, o programa Cidade em Notícias de Leandro Silva recebeu, a meu convite, Luiz Fernando Cabral e Cunha, natural de Igarapava, que, dentre outros eventos envolvendo seres de outros planetas, afirma ter sido abduzido (levado) por esses seres em uma nave espacial para uma série de experimentos. Luiz atua, profissionalmente, como terapeuta de dependentes químicos e reside em Ituverava. É pesquisador na área de ufologia e paranormalidade desde 1998. Para relatar com mais detalhes os seus contatos com esses seres e outros fenômenos paranormais pelos quais passou, Luiz Fernando escreveu o livro Consciência Cósmica. Na sequência, o resumo de sua entrevista:
Sobre seu trabalho como terapeuta: [“...nós trabalhamos na recuperação emocional dos dependentes químicos, atuando na linguagem corporal e reprogramação lingüística.”]

Sobre o início dos fenômenos diferenciados: [“...na realidade isso começou, os objetos, os avistamentos, começou bem antes, quando eu era criança ainda, vendo objetos no céu, e tal, chamando a atenção. Mas ainda não me preocupava com isso. Aí, depois de um certo tempo, eles (os objetos) foram se aproximando e foram ocorrendo alguns fenômenos comigo. Então eu tive que buscar respostas e aí entrei na área da ufologia. Deixando bem claro que a área da ufologia é uma ciência, não é religião, não tem nada a ver com religião. São pesquisas científicas concretas. E a paranormalidade é o estudo da ciência sobre os fenômenos ditos inexplicáveis (mediunidade, dons, curas, etc.) que acontecem com os seres humanos, relacionados ao extra-físico, espírito ou alma...”]...[...o estudo científico desses fenômenos é feito através de fotos, de aparelhos e etc.”]
Sobre a sua reação aos primeiros fenômenos: [“...a princípio eu fiquei maravilhado, por que era uma coisa diferente, chamava a atenção, era uma coisa bonita, isso quando criança....conforme foi passando o tempo, esses fenômenos (avistamento de naves) foram se aproximando cada vez mais de mim e aí eu comecei a ficar incomodado e tive que sair atrás em busca de respostas. E, graças a Deus, entrei na área certa, na linha da pesquisa científica, que me trouxe dados concretos pra que a pessoa não fique viajando em bobagens, imaginando coisas e etc. E agora, tem que estar bem aberto pra entender todas as possibilidades, uma série de coisas.”]


Sobre a primeira experiência mais impactante: [“...durante todo o processo que ocorreu comigo eu percebia que havia uma inteligência coordenando as etapas dessa relação, esperando o momento em que eu estivesse mais preparado para dar mais uma passo nesses contatos, havia uma cronologia, um respeito ao meu nível de menor ou maior consciência desses fatos. Foi uma sequência de eventos...”]...[“...no início eu comecei a ver objetos, depois ocorreram comunicações telepáticas, até ocorrer finalmente o contato físico mesmo.”]...[“...mesmo na terra, entre seres humanos, a telepatia ocorre e é bastante estudada nos principais institutos de paranormalidade, junto a vários outros fenômenos...”]...[“...em determinado momento, esse ser, que tem a aparência idêntica à de uma pessoa normal, se aproximou da minha casa e, telepaticamente, me comunicou que, finalmente, ele ali estava, do lado de fora de minha casa, para que nos víssemos pela primeira vez, frente a frente. Eu, nesse primeiro momento, fiquei preocupado e assustado e não quis sair para me encontrar com ele. Ele me respeitou e não chegou a entrar em casa nem nada. Depois desse fato, começaram a se desencadear várias outras ocorrências de contato. Por muitas vezes ocorreram lapsos de memória, esquecimento,....,nos contatos que eu tive, no princípio, ficaram apenas fragmentos de memória. Com o passar do tempo, conforme fui adquirindo mais entendimento sobre situação, tudo foi ficando mais claro.”]...[“...os relatos que dei, sobre a aparência desse visitante, são frutos de outros encontros posteriores.”].

Sobre a relação entre a religião e as descobertas que você fez ao longo da vida: [“Com relação à ufologia, na minha opinião, não há pontos em comum. Ufologia é ciência e religião é outro departamento. Já com relação à paranormalidade, os pontos comuns ocorrem, visto que muitos fenômenos paranormais ocorrem nos cultos religiosos, como curas, comunicações e etc.”]


Sobre os contatos, com ETs, que efetivamente ocorreram: [“...por algumas vezes eu estive sim, frente a frente com extraterrestres, tanto em objetos (óvnis) como em lugares aqui da Terra.”]...[“...as características físicas que pude observar distinguiam três tipos de seres: os iguais a nós, como já citei, outros do tipo muito comum em filmes (baixos, cinzas, olhos grandes e escuros, sem pelos, cabeça grande, etc.) e outros ainda com aspecto reptiliano (de répteis).”]...[“...tive contato físico com os visitantes, entrei em objetos, passei por experiências físicas (testes nas naves), depois desses contatos passei por análises clínicas sérias com médicos e especialistas, o que me dá respaldo para contar isso tudo...”]...[...conheci várias pessoas que viveram as mesmas experiências com os mesmos indivíduos extraterrestres...”]...[“...durante as abduções, cada tipo de ET tinha sua função no processo, havia uma hierarquia, muito mais respeitada até que as hierarquias terráqueas,...”]...[“...cada tipo desses é oriundo de uma civilização diferente e tem, cada qual, seus interesses e motivos para nos contatarem,...tal qual como as colonizações que ocorriam no tempo das grandes navegações. Vinham para as colônias diferentes povos de diferentes áreas do globo, cada um por seus motivos e interesses.”]...[...apesar de trabalharem juntos e em comum acordo, cada civilização extraterrestre tem seu interesse em nos contatar e estudar, no meus caso, eu era o objeto de pesquisa...”].


Sobre as provas que possui desses relatos: [“...existem fotos de objetos (inclusive publicadas no livro), fotos que passaram por análises de peritos para autenticação. Essas fotos devem ser sempre de película, ditas reveladas e não digitais, para dificultar a manipulação fraudulenta das mesmas.”]...[“...participei também de vários estudos técnicos e científicos que me levaram a ter cada vez mais certeza dos fatos.”].
Sobre as pessoas que foram importantes nesse processo todo: [“...é muito interessante como as pessoas foram se aproximando. Eu tenho uma coisa comigo que o mundo conspira, que o universo conspira a nosso favor. Então, as pessoas foram aparecendo na minha vida e uma dessas pessoas era um militar da reserva e ele, depois de entrar para a reserva, começou a pesquisar a ufologia seriamente. Era um russo naturalizado brasileiro, que hoje já faleceu,... ele me ajudou muito, com muita informação. Pude acompanhá-lo em vários congressos e numa série de eventos.”].
Sobre o atual estágio desses fenômenos: [“...hoje eu já lido com tudo de uma forma muito natural, pra mim já é natural, então aquela coisa da apreensão, da preocupação e da curiosidade isso acabou. Trato do assunto naturalmente.”]...[“...muitos dos fenômenos que já foram considerados sobrenaturais acabaram tendo explicações bastante simples (a existência dos micróbios, o magnetismo, etc.).”]...[“...o que nos falta são instrumentos para certas observações e medições...assim que esses instrumentos forem criados, muito do que hoje é do âmbito do sobrenatural será anexado ao rol do natural.”].
Bem, assim se deu, nas partes principais, essa interessante entrevista, durante a qual Luiz Cunha ainda respondeu pergunta de ouvinte e sorteamos um exemplar de seu livro Consciência Cósmica, que pode ser comprado pela internet no site www.estantevirtual.com.br por R$17,00. Caso algum leitor do Jornal de Igarapava queira entrar em contato com nosso convidado para tirar qualquer dúvida, seu e-mail é soscontatado@bol.com.br. Segundo o Luiz Cunha, todos podem ficar à vontade em entrar em contato e saber mais sobre esse fascinante assunto.
De minha parte, tenho a convicção que existem civilizações mais avançadas que nós em outros planetas. Penso assim sob o ângulo exato da matemática, que mostra ser improvável estatisticamente que, num quase sem-fim de planetas, a vida tenha surgido apenas aqui. Penso assim também sob o ponto de vista de quem crê em Deus como a inteligência suprema e que, por assim ser, não faria um universo dito quase infinito para povoar apenas um dos planetas. Seria muito desperdício de espaço, não acham?
Bem, mas cada um tem direito a sua opinião e respeitamos todas. As nossas entrevistas continuarão fazendo seu papel, sempre democrática e seriamente comprometidas com a informação.
Até daqui a 15 dias na próxima edição. Aguardamos vocês, também, às quartas e sextas-feiras, às 11:30, na Cidade FM – 105,9 MHz e no meu blog, www.professorkiko.blogspot.com ,diariamente.
Aquele abraço. Fui.

terça-feira, 31 de maio de 2011

DROGAS – C.Q.D. entrevista o Dr. José Carlos Dias Guimarães.

Como todo tema importante, o assunto drogas não poderia ficar fora das discussões de um programa que tem como nome C.Q.D. – Como Queremos Divulgar, Destacar, Discutir, Denunciar e etc...todos os assuntos relevantes para a educação (educação como um todo, intra e extra-escolar).
Para falar sobre essa questão, convidamos, para o programa do dia 04 de maio passado, o Dr. José Carlos Dias Guimarães, pós graduado em direito público, atua nas áreas civil, penal, trabalhista e é diretor jurídico do município de Aramina. Atua também como defensor no tribunal do júri. É integrante do projeto “O.A.B. vai á escola” no que diz respeito e esse tema – drogas. Engajado nesse trabalho sobra drogas desde 2007, abordando em suas palestras, principalmente, a maconha, a cocaína e o crack, vejamos abaixo os trechos mais importantes de sua entrevista:

Sobre a pseudo-inofensividade da maconha: [“...na realidade, os usuários de maconha, os canabistas, que nós chamamos, eles tentam defender o uso da droga. Eles tentam colocar na cabeça das pessoas que a maconha não faz mal, usando o seguinte fundamento: a maconha é um arbusto, ela vem da terra, e tudo que vem da terra não faz mal. Isso é, na realidade, um grande equívoco. A maconha, como todos sabem, possui um princípio ativo alucinógeno. Esse princípio ativo é denominado de THC (Tetrahidrocanabinol). A maconha, possuindo esse princípio alucinógeno, é capaz de provocar a dependência física e psíquica do seu usuário...”]...[“...existem dois tipos de maconha, uma que nós chamamos de Cannabis sativa. Esse nome foi dado, em 1935, por um botânico chamado Carl Lineu. Mas existe outra, a Cannabis indica, nome dado por outro botânico chamado Jean Baptiste Lamarck.”]...[“...a maconha provoca avermelhamento dos olhos, ressecamento da boca, elevação dos batimentos cardíacos, bronquite, câncer de pulmão, reduz a produção de testosterona, aumento da mama, reduz a defesa do organismo às doenças, relaxamento excessivo, redução da capacidade de aprendizado e memorização e etc.”]...[com a maconha, por ser, das drogas ilícitas, a mais fraca, o canabista está em permanente contato com outros usuários de outras drogas, facilitando a influência desses usuários para que ele passe a usá-las também, por isso a maconha é tida como porta de entrada para drogas piores.”]

Sobre a tentativa de descriminalização da maconha: [“...olha, eu fico até triste de saber desse projeto tramitando no congresso, projeto este apresentado pelo congressista, deputado do PT, Paulo Teixeira e esse projeto visa permitir o uso, o porte e o plantio da maconha para uso próprio. Isso é um absurdo. Não estou aqui criticando o trabalho do deputado, mas sim o projeto em si...”]...[“...esse congressista fundamenta seu projeto da seguinte forma: a sociedade e o congresso tem que entender que estamos prendendo os peixes pequenos, agravando a situação deles e deixando soltos os grandes traficantes.”]...[“...mas se por um lado estou triste pelo projeto, por outro fico contente em ter em mãos o resultado de uma pesquisa que aponta que dos 513 políticos da nova câmara, 414 responderam à pergunta sobre a descriminalização da maconha e, desses, 298 são contra...”].

Sobre a cocaína: [...A cocaína não possui glamour nenhum. Ela é perigosíssima, inclusive, conforme a pessoa, se ela tiver já uma predisposição congênita ao uso de drogas, se ela aspirar uma pequena quantidade que seja de cocaína, pode se viciar a partir dessa primeira vez. É uma droga que tem um poder de destruição de neurônios, do aparelho respiratório, enfim, do organismo todo num espaço de tempo muito curto. Ela é oriunda da Bolívia e do Perú. O nome científico dela é eritroxilon coca. Para chegar ao pó da cocaína, partindo da pasta, eles usam uma série de solventes como ácido sulfúrico, acetona, éter e etc. para fazer o refino...”]...[“...para aumentar o peso e o lucro, ainda são misturados talco, pó de vidro, pó de mármore, e etc...”]...[“...inalando essas substâncias, acaba ocorrendo, depois de um tempo, a necrose do septo nasal, tendo, muitas vezes que ser colocada platina para reparar a lesão.”]

DR. JOSÉ CARLOS DIAS GUIMARÃES

Sobre o crack: [“...Olha...os efeitos do crack são nocivos demais. Só pra gente ter uma noção, ele provoca uma euforia, um prazer que os usuários chamam de prazer indescritível. Só que esse prazer dura de 10 a 20 minutos. É algo que não vale a pena, pois a lesão provocada no cérebro, a lesão provocada no aparelho respiratório é tão grande que...e fora essas lesões, quando o indivíduo faz uso de uma pedra de crack, depois que passa essa euforia inicial, ele cai num estado de depressão profunda. E pra compensar esse estado depressivo ele obrigatoriamente tem que usar a droga novamente. E com o passar do tempo, vai destruindo o organismo do sujeito. Só pra se ter uma idéia, essa droga leva só 15 segundos pra fazer efeito no cérebro, professor Kiko, causando lesões irreversíveis. As conseqüências do crack são das mais variadas: ataques cardíacos, derrames cerebrais, queima de lábios, língua e garganta, problemas respiratórios e danos aos pulmões, aumento da pressão arterial, insônia, depressão profunda, perda de peso e desnutrição profunda e estado de irritabilidade emocional constante.”]...[“...na realidade, o usuário de crack está praticando um suicídio indireto, lento e indireto. Ele está se autodestruindo.”]

Sobre o que leva os jovens a procurarem as drogas: [“...são vários os fatores que levam os jovens a procurarem as drogas. Segundo o Dr. Igor Vassilieff, titular do departamento de farmacologia e toxicologia da Unesp: curiosidade, incompreensão dos pais e falta de diálogo no lar, distúrbios familiares, desajustamento entre pais ou separação, a falta de religiosidade, a auto-afirmação, falta de emoções e de atividades, fenômenos sócio-econômicos e outros mais.”]
Sobre a lei anti-drogas: [“...o artigo 28 dessa lei diz que quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar, ou trouxer consigo para consumo pessoal drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal regulamentar será submetido às seguintes penas: 1-advertência sobre os efeitos das drogas; 2-prestação de serviços à comunidade; 3-medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo. Isso mostra que, diferentemente do passado, hoje o usuário não é mais encarado como criminoso e sim como um doente que precisa , ao invés de prisão, de penas alternativas e de orientação e cuidados.”]...[“...já o artigo 33 dessa lei diz que importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, fornecer, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar para consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização legal ou regulamentar... pena de reclusão de 5 a 15 anos mais 500 a 1.500 dias-multa. Nesse artigo entra o traficante eventual, contumaz, pequeno ou grande.”]...[“...no artigo 44 dessa lei veta alguns benefícios como o indulto, a anistia, liberdade provisória, a conversão das penas em penas restritivas de direito...”].

Orientações aos jovens iniciantes nas baladas e no uso do álcool: [“...o jovem precisa de trabalhar, ele precisa ocupar sua mente com coisas sadias, ele precisa respeitar a família, amar de coração e profundamente a sua família, ele precisa ouvir os conselhos dos pais, ele precisa ser um jovem ativo na com nidade, ser uma pessoa que tenha a mente voltada para o bem, ser uma pessoa que tenha o desejo de crescer materialmente e espiritualmente, enfim, o jovem necessita ocupar seu tempo com as coisas boas.”]...[“...para o jovem que está iniciando no uso de qualquer tipo de droga, que ele se abstenha dessas substâncias o mais rapidamente possível...diga sempre não ás drogas...as drogas trazem seqüelas irreparáveis. Fale com sua família e, se for o caso, procure ajuda profissional.”].

terça-feira, 17 de maio de 2011

PROFESSORA MARLENE-DIRETORA DO DEPARTAMENTO DE CULTURA CONCEDE ENTREVISTA AO C.Q.D.


Bem, como foi dito abaixo no resumo da entrevista da outra professora Marlene (a D. Marlene Barbosa), a diretora municipal de cultura de Igarapava, D. Marlene de Lurdes Silva foi convidada e nos deu o prazer de sua visita, no programa C.Q.D. de 11 de maio.
Ela é professora aposentada, tendo lecionado nas escolas Chico Ribeiro e Bizzute, em Igarapava, e em Jeriquara e Praia Grande. Foi assistente de diretor no Chico Ribeiro, assistente técnica de direção na Escola Agrícola e diretora da Escola Técnica de Química IET.
Está à frente do departamento de cultura há quase três anos.
Este ano, sob sua direção, foram realizados os seguintes projetos: Projeto da Dança do Ventre, Projeto de Viola, Violão e Cavaco, a Fanfarra (em parceria com a AMIGA) dentre outros do próprio departamento de cultura. Em parceria com a biblioteca, que também faz parte da casa da cultura, houve o Varal da Poesia , feito com escolas públicas e particulares, com poesias dos alunos, onde as poesias ficam por 3 meses para visitação e, infelizmente, segundo a professora Marlene apenas uma sala compareceu para visitação esse ano. Houve também, no mês de março, o Encontro de Folias de Reis. Aconteceu também um teatro – As mãos de Eurídice, onde a cultura cedeu o teatro para um ator de São Paulo. E por último o Miss e Mister Igarapava, em abril, com muita aceitação e participação da população. Estes projetos já foram realizados e muitos outros ainda virão, nesse ano.
A professora fez questão de salientar que todas as dependências do departamento de cultura são passíveis de empréstimo, visto que é uma ideologia da administração municipal que a comunidade participe, freqüente, interaja, pois são dependências que pertencem à comunidade. Claro que este pedido de empréstimo deve ser feito com a maior antecedência possível, para que não haja o risco de que a data pleiteada já esteja reservada. Os telefones para reserva são 3172-4222 ou 3172-4380.
Há projetos que estão sendo viabilizados para que, além de oferecer os espaços da casa da cultura, sejam levados eventos culturais aos bairros e praças.
Um outro convite feito pela professora foi para que as pessoas interessadas em fazer parte de um grupo de teatro procurem o grupo que ensaia na casa da cultura, nos finais de semana. Mais informações é só ligar nos números citados anteriormente.
Uma coisa importante salientada pela D. Marlene é que há a necessidade de se criar em Igarapava o hábito de se freqüentar mais os eventos culturais. É nesse sentido que o programa C.Q.D. quer se tornar parceiro, juntamente com a comunidade, para desenvolver um processo que desperte o interesse na população em eventos como o teatro, as exposições de poesia, de artesanato e outros. E sabemos que poderemos contar com toda a ajuda do departamento municipal de cultura.
De suma importância também foi a conclusão à qual chegamos, no que diz respeito a uma certa mentalidade interiorana que não auxilia em nada o desenvolvimento da região e a cultura também sofre com isso. É comum que a gente ainda carregue o mau hábito de achar que os governos, sejam eles de que instância forem, são os únicos responsáveis pelo desenvolvimento e preservação dos valores regionais. Isso é um ledo engano. Claro que cada esfera, municipal, estadual ou federal, tem sua parcela de responsabilidade. Porém, todos nós, individualmente ou como instituições privadas, também temos nossa parte nesse compromisso. É necessário que busquemos, juntos, o melhor caminho para nosso bem estar como coletividade. Há ainda aqueles que muito misturam a idéia de adversário político com a de inimigo pessoal. Independente das vertentes políticas de cada cidadão somos todos membros da mesma sociedade. Vamos passar por cima de certas diferenças quando o objetivo for o bem da coletividade. E é isso que o programa C.Q.D., a Rádio Cidade FM, o departamento municipal de cultura se comprometem a fomentar: uma educação e uma cultura cada vez mais de qualidade e uma postura realizadora isenta de interesses menores. Tudo em prol de Igarapava região.
Nosso muito obrigado à professora Marlene e aquele abraço aos ouvintes do C.Q.D. NO RÁDIO e aos leitores dessa seção e da internet.

C.Q.D. ENTREVISTA PROFESSORA MARLENE BARBOSA


Na quarta-feira, dia 27 de Abril, esteve presente no programa C.Q.D. a querida professora Marlene Barbosa Ferreira para falar conosco sobre sua trajetória na educação e outros temas contemporâneos.
D. Marlene é formada em magistério (no antigo CENE e atual Bizutte), em Letras na FFCL de Uberaba (atual Uniube) e em Pedagogia na FFCL de Ituverava. Também possui mestrado em Letras na USP. Atualmente, é diretora do Lar Escola Alvorada Nova.
Perguntada sobre as principais diferenças entre lecionar no início de sua carreira e atualmente, disse não haver tanta diferença assim. O que aconteceu é que o mundo em si sofreu várias mudanças e a educação e os educadores devem acompanhar essas mudanças, tais como buscar uma capacitação constante e etc.
Com relação às principais dificuldades encontradas no exercício da profissão de educadora, ela considera que há muita resistência da sociedade (pais, principalmente) em aceitar que a escola e os educadores têm projetos específicos a serem levados a cabo. Essa dificuldade em entender as particularidades da escola leva, muitas vezes, a uma tentativa de interferência da família em relação ao cotidiano educacional. A família pode sim participar da vida da escola, porém essa participação não deve invadir o âmbito das questões reservadas aos profissionais de educação, os quais possuem a formação adequada para lidar com tais assuntos. Devem participar apenas como família e dentro das questões concernentes à família.
Outro tema abordado no programa foi a questão do bullying. De acordo com a professora Marlene o bullying, apesar de não ser uma novidade, tem tomado proporções muito preocupantes. Segundo ela, é necessária um atenção redobrada da família e da escola, visando detectar o mais precocemente possível os casos desse tipo de abuso e tomar as providências necessárias para resolver a questão. Inclusive, o caso do Rio de Janeiro, onde o ex-estudante matou vários alunos foi também abordado e, na opinião da educadora, muito provavelmente, além de um sério problema mental, o autor da chacina também deve ter sofrido bullying, o que veio a contribuir para que ele tomasse a atitude de invadir a escola e executar os alunos. Professores, funcionários, diretores, pais e alunos devem somar forças para combater esse tipo de abuso.
Com relação ao tema progressão continuada, que diminuiu as reprovações automaticamente nas escolas, a professora acredita que aprovar deve ser, realmente, a vocação da escola. Porém, a lei que regulamentou esse sistema é uma lei simplista, que não contempla as reais necessidades e objetivos de um processo educacional eficiente. Segundo ela, o fato de uma determinada metodologia funcionar em determinado país, não implica em um êxito automático em outro. Uma colocação importante foi a de que, para ser secretário de educação do estado, é primordial ser professor. Isso evita que experimentos educacionais pseudo-inovadores sejam realizados sem que as devidas adaptações à realidade local sejam feitas. E tão importante quanto ser professor, que essa pessoa seja um profissional adequado, ou seja, que tenha experiência para cuidar do nível de educação ao qual seu cargo se destina.
Quando perguntada sobre a possibilidade de se ter uma faculdade presencial em Igarapava, ela respondeu que considera haver outras prioridades em termos de ensino superior, pelo fato de que escolher uma faculdade específica não atenderia à variedade de demanda e trazer várias faculdades é praticamente inviável. E mais, mesmo que se conseguisse trazer várias faculdades, a mão de obra para lecionar seria escassa e de difícil migração para a cidade e região. Dito isso e somado ao fato de que o ensino superior à distância tem atendido a demanda com eficiência, conclui que seria um investimento arriscado trazer faculdades presenciais para Igarapava.
Comentou também, a professora, que desde que conheceu o tele-curso ficou encantada e percebe ser a modalidade de ensino do futuro, como vêm demonstrando os inúmeros cursos superiores à distância que proliferam por todo o Brasil. Na nossa região, por exemplo, onde muitos trabalhadores do setor de açúcar e álcool trocam de turno, o ensino à distância veio propiciar que os mesmos completem o ensino superior, o que seria impossível no sistema presencial. Mais uma conclusão relevante de D. Marlene é que o ensino presencial, apesar de sua importância atual, vai acabar se tornando inviável e ultrapassado.
Na opinião da professora Marlene Barbosa, a juventude igarapavense tem uma certa dificuldade em encontrar ambiente adequado para estudar fora da escola. Ela considera que uma melhor biblioteca, com um acervo mais completo e que funcione num período de tempo maior, possa ajudar nessa questão. Foi nesse ponto da entrevista que ficou definido que convidaríamos a sua colega, D. Marlene de Lurdes Silva, diretora do departamento municipal de cultura, para vir ao C.Q.D. e discutirmos como o programa e os cidadãos de Igarapava podem, unidos, ser parceiros do departamento de cultura. Convite esse que foi prontamente aceito pela diretora e o resumo da entrevista nossos leitores poderão acompanhar nessa mesma edição.
Uma outra discussão interessante foi com relação aos autodenominados “sistemas de ensino” que estão entrando na educação dos municípios. Na opinião da professora, o fato de se adotar sistema apostilado “engessa” a metodologia ou seja, torna a educação pasteurizada, sistematizada com exagero, visto que cada cidade e cada escola possuem sua vocação. Inclusive, essa é uma preocupação no seu atual trabalho, como diretora no Lar Escola Alvorada Nova. Há, nessa escola, um plano educacional que prioriza a formação do ser humano, a multiplicação dos ideais educacionais nos lares dos alunos (motivo de ser aceito apenas um aluno por família), um crescimento vertical da escola (com apenas uma sala de cada série) e um ambiente de trabalho fraterno, que envolve direção, funcionários e alunos.
E assim, basicamente, se deu esse C.Q.D. com a grande professora Marlene Barbosa. Obrigado professora. Continue sendo essa pessoa moderna e antenada. Esperamos que logo possa estar conosco novamente na Rádio Cidade Fm.