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segunda-feira, 25 de julho de 2011

GALERA C.Q.D. PROMOVE DISCUSSÃO SOBRE A DIMINUIÇÃO DA MAIORIDADE PENAL NO BRASIL

Um assunto de suma importância foi debatido no Galera C.Q.D. de 21 de julho: A diminuição da idade de responsabilidade criminal. Atualmente, no Brasil, quem comete um crime, e é menor de 18 anos, não responde criminalmente mas apenas com medidas sócioeducativas. Há projetos de lei tramitando no sentido da diminuição dessa idade para 16 ou até 14 anos. Contrário à diminuição,o tenente da polícia militar de São Paulo e professor Joel Onofre da Silva argumentou que quando ocorre uma onda de crimes cometidos por menores, a comoção pública leva deputados e senadores, buscand responder convincentemente, a propor a diminuição da idade penal. Mas na sua opinião, o Estatuto da Criança e do Adolescente é competente, com alterações e mais empenho e coerência na sua execução para resolver a questão.
Nosso convidado ainda crê nas pessoas e afirma que adolescentes (12 a 18 anos) podem sim ser recuperados, pois ainda estão formando suas personalidades. Uma outra opção, é analisar individualmente cada caso, mas a estrutura do nosso judiciário ainda está distante disso. Mas, diminuir a idade penal é um erro.
A favor da diminuição, temos a opinião do Dr. José Carlos Dias Guimarães, advogado, que destaca a individualização da pena, onde, entre 12 e 18 anos, o jovem ficaria sujeito a uma avaliação de terapeutas que analisariam a consciêcia ou não do caráter lícito do ato feito. A constatação da consciência implica em responder como adulto, do contráRio, responde pelo Estatuto daCriança e doAdolescente (ECA).
Mas essa idéia é do Presidente da OAB-São Paulo, Dr. Luiz Flávio Borges D’Urso. Já o nosso convidado defende a redução urgente de 18 para 16 anos, pelos seguintes motivos: 1)O Código Penal brasileiro é ultrapassado (1940). O jovem de hoje não é o de outrora, é mais informado. 2)A CLT autoriza o jovem a trabalhar e assumir responsabilidades aos 14 anos (como aprendiz). Acima dos 16 anos pode trabalhar exceto noturno e insalubre). Se eles podem trabalhar, ter responsabilidades na empresa, é porque seu desenvolvimento mental está completo e ele pode responder criminalmente. 3)O maior de 16 anos pode casar (autorizado pelos responsáveis). Se uma pessoa pode constituir família, pode assumir seus atos plenamente. E,por fim, 4) Se o maior de 16 anos pode votar, mudar o destino da nação, ele pode responder criminalmente.
Ao final do debate, o presidente da OAB de Igarapava, r. José Ricardo Rodrigues Mattar fez o comentário final dizendo que a importância de tal discussão é tanta que há, realmente, a necessidade de debates a nível de senado. Seria, o ponto de vista político, segundo ele, conveniente dizer que é necessário diminuir a idade penal. Mas, primeiro, o que visa essa diminuição? Amenizar a criminalidade. Segundo o Dr. José Ricardo, apenas essa medida não vai resolver. A prova disso é que a prisão, longe de educar, é uma faculdade do crime, principalmente para aqueles que ali estão sem merecer. Dada a evolução da Fundação Casa, uma sugestão de nosso convidado é a de ampliar o tempo de internação e, nesse período, realizar monitoramentos para, a cada caso, manter internado quem for recuperável e enviar para a prisão os demais.
Se o dinheiro desviado na corrupção brasileira fosse usado na educação e empregos, na melhoria do sistema judiciário e no sistema prisional, visandoa verdadeira reabilitação do infrator, aí sim teríamos resultados, disse.
Em resumo, assim foi mais um programa Galera C.Q.D. nas ondas da Cidade FM - 105,9 Mhz. Lembramos que todas as terças e quintas, às 16h,estaremos no ar com esse programa muito legal.
Obrigado e parabéns aos convidados e que os ouvintes e leitores possam dar força a essa discussão.
Fui! Até a próxima...

sábado, 16 de julho de 2011

TATTOO, PIERCING, PILATES E FOTOGRAFIA É NO GALERA C.Q.D. ESPECIAL 3 EM 1!


É GALERA C.Q.D. ESPECIAL 3 EM 1. Nodia 14 de julho,um programa diferente foi ao ar na Rádio Cidade.
Com bate-papos interessantes, sem debates, orientações sobre tatuagem, piercing , pilates e fotografia foram dadas por três gabaritados profissionais de Igarapava.
Para garantir que suas fotos das férias fiquem com qualdade profissional, o Tiago Kikuichi, do estúdio Fotografias Wilson, nos deu algumas dicas:
1) Com celulares, é importante usar os que tenham boa lente e também flash.
2) Já a câmera digital, além de propiciar boas fotos, deve ter um bom cartão de memória e
bateria recarregável.
3) Na operação, deixar o flash sempre ativado, com muita luz - usar a opção ISO baixo mas com pouca luz - opção ISO alto, apertar o gatilho devagar para a câmera achar o melhor foco, para fotos de perto (10 cm) usar a função MACRO e, por fim, usar sempre a resolução (pixels)
máxima da câmera.

Agora, se você quer aproveitar as férias pra convencer seus pais a te deixar fazer aquela tattoo ou pôr um piercing, veja só as dicas que o Blandy nos passou:
1) Primeiro, saber o que quer fazer.
2) Procurar um estúdio e um profissional de confiança.
3) Verificar as condições de higiene do ambiente e dos instrumentos usados.
4) Se informar sobre as cores que combinem com seu tom de pele.
5) Se uma tatuagem não te agradou, é possível cobrir, mudar o desenho ou remover a laser (bem caro).
6) Para ter uma boa tattoo, 70% do resultado depende do cliente > tem que usar a pomada, o plástico protetor, evitar o sol, usar protetor solar mesmo sob a roupa, usar hidratante, evitar
alimentos gordurosos, não fazer exercícios físicos, não coçar e não tirar a casquinha que se forma.

7) O piercing é só lavar com água corrente fria e movimentá-lo sob o chuveiro. Mas pra sair bem na foto, com tattoo e piercing ou não, a Galera quer estar com o físico em dia, quer seja na saúde ou na estética. Então é só se ligar no que disse a Dra. Elisângela Venturelli, fisioterapeuta da Físio e Pilates:
1)O pilates é uma atividade intensa, porém mais lenta e sem impacto nas articulações.
2)Ele trabalha alongamento e fortalecimanto simultaneamente.
3)Precisa de muita concentração e equilíbrio durante o exercício.
4)Há melhoria da postura, flexibilidade, força, coordenação motora, equilíbrio e, além de uma rápida definição muscular, melhora muitas outras funções do organismo.

5)Pode ser associado a exercícios cardiovasculares.
6)É uma atividade mais dinâmica, com poucas repetições (2 séries de 10). Durante o mês de aula, mudam os aparelhos e os exercícios mudam a cada aula.
7)É indicado para maiores de 7 anos. Até os 11 anos, só é aconselhado realizar o pilates de solo.
8)A partir dos 7 anos, com acompamento médico e de profissionais qualificados, até gestantes podem praticar o pilates.
E assim, resumidamente, foi ao ar esse GALERA C.Q.D. ESPECIAL 3 EM 1.
Ficou muito claro que, quer seja para uma tatuagem, piercing, atividade física ou mesmo na hora de eternizar os bons momentos de suas férias, o que importa é buscar as técnicas e os profissionais mais confiáveis, bem como, sempre que possível,se submeter ou usar os equipamentos mais modernos e eficientes.
Muito abrigado aos nossos convidados e ouvintes.
Antes de encerrar, eu e o Juninho, diretor de programação da Rádio Cidade FM de Igarápava, gostaría-mos de dedicar esse programa e as matérias sobre ele no blog e no Jornal de Igarapava ao Saudoso fotógrafo Wilson Kikuichi, pai do Tiago.

E ficamos por aqui. Até apróxima Galera. Fui.

terça-feira, 12 de julho de 2011

EQUIPE DO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO DE DELTA SE REÚNE COM ORGANIZADORES DO GALERA C.Q.D. PARA DEFINIR PARTICIÁÇÃO NO PROGRAMA.


Segunda-feira, 11 de julho, estiveram nos estúdios da Rádio Cidade profissionais de educação de Delta-Mg: Profa. Claudete Cruz (Diretora Escolar), Profa. Gasparina Evangelista (Assessora Pedagógica), Profa. Renata Januto (Assessora Pedagógica), Profa. Leonor Camilo (Assessora Pedagógica) e Cleonice Marcelino (Diretora Escolar).
A secretária de educação, Profa. Maria Tereza, fez questão de enviar sua equipe para definir a participação da Escola Municipal Ana de Castro no programa GALERA C.Q.D. a partir de agosto. Gostaria de agradecer a atenção e o senso de organização, tanto da secretária quanto de sua equipe, ao nos visitar para, antecipadamente, analisar possíveis datas e temas para os debates. Parabéns Profa. Tereza e sua equipe. Será um prazer ter a escola municipal de Delta em nosso programa.
Fui.

sábado, 9 de julho de 2011

GALERA C.Q.D. DEBATE: TREINO FÍSICO DE ALTO RENDIMENTO OU TREINO FÍSICO DE QUALIDADE DE VIDA?


Com a chegada das férias, a moçada corre para as academias de ginástica, muitas vezes,buscando esultados imediatos a qualquer preço.Assim,o GALERA C.Q.D. resolveu trazer profissionais da preparação física e promover o debate sobre:
Treino de Alto Rendimento X Treino de Qualidade de Vida.
Na última qunta-feira, dia 07 de julho, estiveram conosco, nos estúdios da Rádio Cidade Fm, o professor de Educação Física Bráulio Rafael Nogueira Colmanetti que falou sobre o alto rendimento e o Educador Físico Luís Henrique Vieira(Sheík)que abordou a qualidade de vida.
O Educador Físico Luís Henrique tem como proposta trazer aos alunos uma avaliação geral e análise dos objetivos para predeterminar uma rotina para perda de peso, condicionamento ou modelagem física e etc. Sempre priorizando a qualidade de vida e o bem-estar do praticante: “A qualidade de vida, em minha ótica, vem antes de outros objetivos. Essa abordagem possibilita a descoberta de problemas como diabetes, colesterol alto ou cardiopatias até então desconhecidos.
Outro aspecto a se salientar é que o treino de qualidade de vida envolve musculação. Muita gente se espanta com isso, principalmente se for mulher, temendo ficar marombada. Dá para trabalhar sem medo a resistência muscular localizada e o condicionamento. O que definirá o ganho de volume é a carga de peso usada. Na minha academia, só temos mulheres e muitas de meia ou 3ª idade. Há estudos modernos que mostram os inúmeros benefícios da musculação na idade madura. Desde que se respeite o limite de cada aluno, é importante treinar com relativa exigência física, buscando a melhora geral do organismo e da estética. O ganho de tônus muscular é sinal de recuperação do músculo e não de masculinização da mulher. Isso é tabú que temos que
desmistificar, daí a importância de programas como o GALERA C.Q.D. Até as pessoas que possuem cardiopatias podem realizar treino físico, com acompanhamento médico e de treinadores qualificados.
É perfeitamente possível trabalhar alto rendimento e qualidade de vida juntos.
Segundo o prof. Bráulio, muita gente chega à sua academia achando que vai se tornar atleta, mas isso não é regra. O objetivo do aluno é respeitado, mas lhe é cobrada uma “atitude” de atleta, disciplina na alimentação e no cotidiano. “A postura disciplinada cobrada em minha acadedemia se opõe ao aluno que enche a cara na balada e na segunda-feira vai pro treino atrás de qualidade de vida. Que qualidade de vida é essa? O treino de alto rendimento que aplico aos meus atletas (não aos alunos comuns) gerencia parte nutricional, médica, treino e até vida pessoal. A Débora já foi minha atleta e sabe do que falo. É superação dos limites. Ninguém quer treinar atleta perdedor. Já com os não-atletas, é possível melhorar a performance e aqualidade de vida, desde que mantida a disciplina.nNão adianta querer melhorar o diabetes e sair do treino direto pra padaria, ou ir pra academia papear. A seriedade é importante para qualquer estilo de treino.
É comum, na busca de reresultados rápidos, criar-se um idiota ao invés de um atleta. Ele encontra um pseudo-treinador, dos que desconhece a ciência do treinamento e manda esteróides no praticante. Aqui em Igarapava está cheio.
Com relação à pergunta que me foi feita, sim, alunos de meia ou 3ª idade podem treinar alto rendimento, desde que a saúde permita e haja dedicação. Temos aqui o exemplo da Marília Coutinho que começou aos 44 anos e se tornou recordista mundial de supino. Tem também a Sônia que compete em fisiculturismo com 68 anos.
Mas, muito cuidado!Independente da idade, só procurem academias e profissionais sérios e qualificados, seja qual for seu estilo de treino, principalmente se for de alto rendimento.”
Depois do debate, a Débora Ester fez os comentários finais. Ela é professora de Educação Física, pósgraduada em Ciência do Exercício Físico, personal trainner e atleta de Powerlifting (supino e levantamento terra): é bicampeã paulista (08/09), tricampeã brasileira (08/09/10), campeã da copa do mundo (08), bi sulamericana (09/10), bi mundial(08/09) e detém marcas fantásticas em supino e levantamento terra. Débora disse: “ Primeiramente, parabéns ao Sheík e ao Bráulio pela clareza com que discorreram sobre o tema. O treino de qualidade de vida melhra o perfil lipídico, combate cardiopatias e previne diversas enfermidades como diabetes, osteoporose e recupera pós-operados, com a melhoria muscular, articular,respiratória e etc.
Já o treino de alto rendimento, através de um regime de intensa dedicação, busca melhoria de marcas nos atletas e das capacidades físicas nos alunos normais,seja força, velocidade, potência, elasticidade ou mesmo do visual.
A união, não sejamos ingênuos, dos dois estilos, se dá na grande busca de hoje: além da saúde, prepoderantemente a estética. A corrida por um corpo mais acentuado, mais equilibrado, mais bonito que traz elevação da auto-estima, o que reflete diretamente no estado de humor, de positividade, non bem-estar psicológico, no ânimo produtivo e, resumindo, na qualidade de vida de quem pratica qualquer desses estilos de treinamento.”
E assim, resumimos mais um GALERA C.Q.D.
Se você gostou, estamos todas as terças e quintas, às 16h, na Rádio Cidade Fm e todos os dias no www.professorkiko.blogspot.com .
Até a próxima edição.
Fui.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

ESCOLA NICOLAU SAAD DISCUTE OS ATUAIS EXAMES DE SUFICIÊNCIA


O GALERA C.Q.D. do dia 30 de junho recebeu a Escola Nicolau Saad(Técnico)para debater sobre o exame de suficiência, que está sendo aplicado para formadoS em contabilista e bacharéis em Ciências Contábeis, assim como já é aplicado para formados em Direito.
A dupla A, Prof. José Eurípedes dos Santos e Fabrício Henrique da Silva, defendem o método do exame, enquanto a dupla B, prof. Marcondes Pignatti Jr. e Adriano César da Costa, defendem alterações no modo de aplicação do mesmo. A dupla A afirma que a prova traz aumento de qualidade na profissão de contabilistas e bacharéis em Ciências Contábeis, fazendo com que melhore a qualificação dos formados e, consequentemente, o nível dos cursos também,já que o aluno faz a escola. efenderam, inclusive, a repetição, quinquenal, do exame para quem já o fez, garantindo assim a reciclagem e atualização profissional.
Destacaram que o alto índice de reprovação(cerca de 69%)mostra claramente que, uma coisa é o que está acontecendo nas escolas e, outra coisa, é o que está acontecendo no mercado de trabalho. Essas estatísticas e outros dados foram enviados às escolas para que se adaptem, da melhor maneira possível a essa convivência com o exame, uma realidade.
A dupla B disse que não é contra o exame, mas sim contra o modelo de aplicação do mesmo. Defendem a aplicação dessa prova para outras profissões e não somente Contabilidade e Direito. Uma outra preopação é que apareça um comércio exagerado de cursos prepapreparatórios, como já acontece com o exame da OAB e que os alunos que possam pagar por essa preparação se bemeficiem diante dos alunos mais carentes. Outra ressalva: não seria mais eficaz aplicar, também,um exame durante o curso de formação e não apenas após o seu término, dando ao aluno a oportunidade de melhorar sua formação antes de ser impedido de exercer sua profissão? O exame da OAB é mais justificável, pois um excesso de formados é despejado anualmente no mercado. Já na contabilidade, formam-se muito menos profissionais. Destacaram, também, que a qualidade do ensino está deteriorada desde a educação infantil. No ensino médio e no superior o Estrago já está feito. A melhoria do profissional passa pela melhoria geral da educação, um problema polítitico-estrutural.
Para os comentários finais sobre o debate, recebemos Marco Túlio de Oliveira Machado, sócio-diretor da Econsa Assessoria Contábil e delegado do Conselho Regional de Contabilidade - S.P. em Igarapava.

Marco Túlio elogiou os alunos de Igarapava se preocuparem em discutir esse exame, que é uma realidade na profissão. Comunicou que a posição do CFC é, primeiro, salientar que o exame foi uma reivindicação da própria categoria contábil. Uma profissão que possui um mecanismo de avaliação dos profissionais (hoje são Direito, Medicina e Contabilidade)sem dúvida é mais valorizada.
Finalmente, uma outra preocupação do Conselho Federal de Contabilidade é a proteção da sociedade,fazendo questão de garantir a entrada no mercado apenas de profissionais qualificados.
E assim se deu mais este debate GALERA C.Q.D. Nossos parabéns aos alunos e professores. Nosso muito obrigado à Profa. Ivone Ferreira de Mendonça, diretora da Nicolau Saad e ao Marco Túlio pela participação sempre competente.
Até a próxima.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

AFINAL, O QUE É TDAH?


Mal educada, indisciplinada, pouco inteligente, desligada. Esses são alguns dos adjetivos que pais de filhos que sofrem de TRANSTORNO DE DÉFCIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH) estão acostumados a ouvir. Apesar de os estudos sobre o tema terem se intensificado, o desconhecimento ainda é grande e faz com que as pessoas que convivem com o transtorno sintam-se frustradas, sem saber o que fazer diante de um comportamento diferenciado. Mais comumente visto em crianças, o Défcit de Atenção surge com sintomas como desatenção e dificuldade de concentração. Já na Hiperatividade, a criança é muito ativa, agitada além do normal. Segundo especialistas, quem é hiperativo também sofre com a desatenção.
"É importante, termos em mente que a desatenção e a hiperatividade são comportamentos normais nas crianças, mas nem por isso elas têm o TDAH. Os pais devem obeservar se a hiperatividade do filho interfere de forma nagativa no relacionamento em casa e na escola, prejudicando seu estudos e convívio com os demais colegas" orienta a psicopedagoga Maria José Silva. "Já uma criança que é muito agitada em casa, não obedece às regras, porém procede de maneira comportada na escola, muito provavelmente não tem hiperatividade e sim falta de limites em casa", ressalta.
O transtorno pode aparecer a partir do início da fase escolar, durante a adolescência e mesmo na fase adulta. O papel dos professores e da família, na observação dos indícios do problema, é fundamental.
A confirmação do transtorno somente pode ser feita por um especialista, geralmente um neurologista, pediatra ou psiquiatra. O diagnóstico, normalmente, é complementado por testes psicológicos. Fica claro então que a questão do TDAH deve ser encarada com uma visão multisciplinar: Família, escola e profissionais da área de saúde.
Na terça feira, dia 28 de junho, na Casa da Cultura de Igarapava, às 19:30h, com apoio da secretaria municipal de educação de Igarapava, aconteceu uma palestra com o Dr. Emerson Milhorim de Oliveira, Neurologista de Uberaba/MG, sobre o TDAH.


A iniciativa de entrar em contato com a profa. Rosa, secretária municipal de educação, e trazer esse especialista para palestrar foi da professora, pedagoga e psicopedadgoga Alethéia Patrícia Correa Lopes, que já havia estado em nosso programa C.Q.D. falando sobre esse transtorno. Inclusive, a parte introdutória da palestra foi feita pela professora Alethéia.


De acordo com o Dr. Emerson,o TDAH pode ser diagnosticado se a pessoa apresentar pelo menos seis dos sintomas de desatenção ou hiperatividade descritos abaixo, que se manifestaram em ambientes diferentes por um período superior a seis meses:
DESATENÇÃO: Não presta atenção em detalhes; ter dificuldade para se concentrar; não prestar atenção ao que lhe é dito; ter dificuldade para seguir regras e instruções; desviar a atenção com outras atividades; não terminar o que começa; ser desorganizado; evitar atividades que exijam um esforço mental continuado; perder coisas importantes; distrair-se com coisas alheias ao que está fazendo; esquecer compromissos e tarefas; ter problemas financeiros; tarefas complexas se tornam entediantes e ficam esquecidas; dificuldade de fazer planejamento de curto ou de longo prazo.
HIPERATIVIDADE: Ficar remexendo as mãos e/ou os pés quando sentado; não permanecer sentado por muito tempo; pular, correr excessivamente em situações inadequadas; ter a sensação interna de inquietude; ser barulhento em atividades lúdicas; ser muito agitado; falar em demasia; responder as perguntas antes de concluídas; ter dificuldade de esperar sua vez; intrometer-se em conversa ou jogos de outros; apresentar TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo)
Segundo o palestrante, o que causa o TDAH é uma dificuldade do lóbulo frontal do cérebro para produzir as DOPAMINA e NORADRENALINA. Essa região do cérebro é a responsável pela inibição do comportamento (controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento. Esse défcit dessas substâncias leva ao TDAH. O Tratamento do TDAH deve ser multimodal, ou seja, uma combinação de medicamentos, orientação aos pais e professores, além de técnicas específicas que são ensinadas ao portador. A medicação é parte muito importante do tratamento.
Um excelente público esteve presente, dentre professores, coordenadores, diretores, vereadores e o vice-prefeito de igarapava e médico Dr. José Humberto. No final, ao comentar a palestra, o Dr. José Humberto se comprometeu, junto com os profisionais de educação presentes, a buscar a formação de uma equipe multidisciplinar (educadores, e profissionais da saúde) em Igarapava para cuidar de questões como o TDAH.




Agora, cabe a nós, profissionais da educação, da saúde, pais e administradores públicos nos mobilizarmos para que o tema não se esvazie. A informação sobre o TDAH deve ser repassada e as discuções alimentadas para que se possa chegar a uma série de ações, que nos permitam lidar com essa nova linha de ação na resolução de vários problemas de nossas crianças, adolescentes e mesmo de muitos adultos. Aguardem no nosso novo programa o GALERA C.Q.D. um debate entre professores sobre o TDAH. E leiam na edição do dia 15 de julho, do Jornal de Igarapava, mais informações sobre esse transtorno e sobre a palestra citada acima.
Para mais informações, entre também no site da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DÉFICTI DE ATENÇÃO http://www.tdah.org.br/ .
Fui.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A escola Maiêutica participa do GALERA C.Q.D.


Terça feira, dia 21 de junho, os alunos da Escola Maiêutica participaram do nosso debate no programa GALERA C.Q.D. na Rádio Cidade FM. O objetivo desse programa, que acontece às terças e quintas, às 16h, é debater assuntos de interesse geral, propor enigmas, ouvir opiniões, divulgar curiosidades e distribuir prêmios para quem participa, pelo telefone. O tema debatido nesse segundo programa foi: até onde os alunos brasileiros migrarem para cursar medicina em países do MERCOSUL, como Argentina e Bolívia, por exemplo, é uma coisa positiva. O aluno de terceiro ano do ensino médio Matheus Augusto de Paula defendeu a ida dos alunos para países visinhos para cursar medicina. Já a aluna, de mesma série, Paloma Ferreira de Paula condena a prática. Vejamos o resumo do debate:

ARGUMENTAÇÃO INICIAL (ATÉ 3 MIN)

Matheus: [“Eu sou a favor dos alunos estudarem medicina fora do país, em países do mercosul. Por que o custo pra estudar medicina aqui no Brasil, nas faculdades particulares, é muito alto. Então, muitas famílias não têm condições de pagar, pois são mensalidades de R$3.000,00 ou até R$7.000,00. Portanto eles acabam “atalhando” esse sonho de ser médicos pra uma faculdade com uma mensalidade menor, num país onde o custo de vida é menor também. Além disso, as notícias que tenho na internet, através de depoimentos dos próprios alunos que optam por essa alternativa, dizem que o ensino de medicina nessas escolas é bom, não é ruim. Pelo contrário. Segundo esses alunos, esse ensino torna os alunos capazes de exercer a função de médicos, mesmo aqui no Brasil. Infelizmente, há a dificuldade em obter o CRM. Realmente existem pessoas que saem do país por que não conseguiram cursar medicina no Brasil em faculdades públicas. Isso ocorre, muitas vezes, por que o pré vestibular deles, ou o terceiro ano não foi tão bom ou ele não aproveitou direito. Mas também há aqueles que se dedicaram bastante e mesmo assim não conseguiram passar numa faculdade pública. O número de concorrentes é muito alto frente a um número de vagas pequeno. A única saída para eles acaba sendo ir para países do MERCOSUL para realizarem o sonho de fazer medicina.”]

Paloma: [“Eu sou contra essa alternativa por que nós não sabemos o grau de comprometimento dessas faculdades, em relação à formação do profissional. Também desconhecemos se as instituições desses países são aptas pra aferir a qualidade de ensino proporcionada. Por que, aqui no Brasil, existem instrumentos como o ENADE, que é organizado pelo MEC, que avaliam, ou pelo menos tentam avaliar, as faculdades. Sou contra também, a esse tipo de “atalho”, por que já que alguns alunos não se esforçaram no ensino médio, como que eles vão estar aptos a fazer um curso de medicina? Ainda mais se formarem numa profissão que lida diretamente com vidas humanas. Depois, ainda há a dificuldade, retornando ao Brasil, de obter o reconhecimento legal do diploma.”]

RÉPLICA (ATÉ 5 MIN)

Matheus: [“Eu até concordo com o que a Paloma falou, sobre os alunos que não foram competentes na sua preparação para o vestibular que, provavelmente, eles não terão a competência ou a capacidade de fazer um curso de medicina. Mas também há, aqui no Brasil, os alunos que fazem faculdade particular e que, mesmo os pais podendo pagar a faculdade, alguns não serão bons médicos. E, mesmo não sendo bons médicos, terão direito ao CRM, o que lhes dará o direito a exercer a profissão, trabalhando com vidas e estarão arriscando a vida dessas pessoas. Muitos alunos, que se formam nos países visinhos nossos, acabam ficando por lá e exercendo sua profissão nesses países. Eu trouxe alguns dados para acrescentar à discussão. Aqui no Brasil, temos cerca de 347 mil médicos e a cada ano se formam mais 13 mil novos médicos. Porém, há uma distribuição muito mal feita desses profissionais. No estado de São Paulo temos 1 médico para cada 240 habitantes. Já no Acre, temos 1 médico para cada 980 habitantes. Essa taxa é comparável à de países africanos, com um sistema de saúde bem precário.”]

Paloma: [“ Sobre o que ele disse sobre os alunos que se esforçam e não conseguem ingressar numa faculdade pública brasileira, se eles se esforçaram mesmo, por que não conseguiram passar aqui numa faculdade? E se o ensino lá nesses países é bom, por que não há nenhum tipo de prova de seleção para entrar na faculdade? E mais uma vez insisto, não há notícia que exista nenhum mecanismo de avaliação do curso superior, como há aqui no Brasil o ENADE. E mais, essa diferença toda dos valores das mensalidades, por que é tão grande se lá os cursos forem, realmente, bons?”]

TRÉPLICA (ATÉ 3 MIN)

Matheus: [“Respondendo a pergunta da Paloma, sobre por que os alunos, aqui no Brasil, mesmo se esforçando, têm dificuldade de entrar em faculdades públicas de medicina, o por quê é a alta concorrência. Um exemplo recente foi no vestibular passado, para medicina, da UFTM. Se inscreveram cerca de 6 mil candidatos a 40 vagas para medicina. Os que se não entram, na melhor das hipóteses, acabam adiando um ano para fazer o sonhado curso de medicina. Na minha opinião, o ensino médio público deveria melhorar, permitindo assim que alunos, menos favorecidos economicamente, possam ter uma boa preparação e facilitar seu ingresso em boas escolas brasileiras para cursar medicina.”]

Paloma: [“Respondendo a pergunta do Matheus, o governo deveria distribuir mais os médicos pelo país pois no norte do Brasil, por exemplo, há poucos médicos para uma população bastante necessitada. Concluindo, na minha opinião, não compensa a pessoa sair do Brasil pra cursar medicina em países vizinhos. Eu acho que o custo acaba ficando maior. Há aqueles que não agüentam ficar lá fora e retornam sem terminar o curso, outros abandonam por não conseguirem acompanhar o curso. Os que conseguem se formar, acabam passando por dificuldades na hora de retornar e revalidar o diploma no Brasil.”]

E, finalmente, o resumo das considerações sobre o debate, do vice-prefeito e médico igarapavense Dr. José Humberto: [“...então, quando você fala que quer ser médico, mas não consigo fazer medicina no Brasil. Eu posso ir pra fazer no MERCOSUL. Tudo bem. Lá a mensalidade é mais tranqüila e eu não consigo passar numa federal brasileira. Lá eu não tenho nem vestibular. Mas a questão não se resume apenas a esses fatores. Por que eu tenho filhos de colegas que foram pra lá por que não conseguem, apesar dos pais terem dinheiro, passar nem nas particulares aqui do Brasil....o que esses alunos buscam, muitas vezes, é contornar também a dificuldade dos cursos de medicina brasileiros. Esses são casos de pessoas que não têm base para o vestibular e nem para o curso de medicina...Também foi comentado no debate que alunos que fazem medicina lá fora dizem que os cursos são bons. Na verdade um aluno não sabe avaliar se seu curso é bom ou não. Só quem já cursou pode avaliar se o curso é bom. Muitas vezes o que é ensinado te enche os olhos mas não te serve de nada na sua vida prática de profissional de medicina. Além de tudo, o perfil de pacientes do Brasil é diferente do perfil de outros países. Como você irá trabalhar bem aqui, quando retornar? E, finalmente, temos o problema da língua. A pessoa sai daqui, sem estar preparado pra um vestibular e chega lá pra fazer um curso em espanhol, castelhano. Será que vai entender e acompanhar as aulas? Mas eu não sou contra fazer esse curso no exterior. Eu sou a favor. Desde que haja uma regulamentação, que seria essa revalidação do diploma...não que o Brasil não tenha escolas de medicina ruins, nós temos escolas ruins aqui e muitas. Mas de ruins, já chegam as nossas. Formar médicos em escolas ruins fora do Brasil, pra se juntarem aos ruins daqui, aí não dá. Quanto à falta de médicos, em regiões de menor destaque econômico, citada no debate, isso ocorre aqui mesmo em Igarapava. Nossa cidade tem poucos médicos. Realmente os médicos querem ficar em centros maiores porque ganham mais e têm mais recursos para trabalhar, como equipamentos, número de leitos e etc. É muito mais fácil ser médico em Uberaba ou Ribeirão do que em Igarapava. E no norte do Brasil é mais difícil ainda que aqui. É necessário incentivar a ida de profissionais para diversas regiões do país, mas junto temos que criar estrutura para que o médico trabalhe com eficiência nesses lugares.”]
E esse foi o resumo geral do que aconteceu no segundo programa GALERA C.Q.D. Nossos agradecimentos ao Dr. José Humberto, aos alunos Matheus e Paloma, às diretoras da Escola Maiêutica Lucélia e D. Magda e ao Tenente Joel que coordenou os alunos para este debate.