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RESULTADOS DA NOSSA PESQUISA DESSA SEMANA

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sábado, 16 de maio de 2009

Seja bem vindo ENEM...Novo e obrigatório!


Minerva, deusa da sabedoria na mitologia greco-romana, deve estar por se aliar a Éolo, deus dos ventos, para que boas brisas soprem na educação brasileira nesses últimos dias.
Primeiro, a mudança do ENEM para o NOVO ENEM, no qual o novo formato da prova abarcará um conteúdo “mais enxuto”, deixando de lado preciosísmos, que só se justificam a quem pretende seguir carreiras específicas. Além disso, será mais focado na compreensão de problemas e vai banir questões que requerem a memorização de datas históricas ou fórmulas matemáticas. Outra decisão é o fim das questões com "pegadinhas", visto que esse tipo de ardil apenas indica o grau de sadismo do examinador e não do conhecimento do examinado.
Com esse novo exame, o formando do ensino médio poderá ainda, em mais uma mudança muito bem vinda, de posse de sua nota em um único exame, pleiterar vagas em várias faculdades, públicas e privadas, em todo o país, desde que as mesmas tenham aderido ao Novo Enem como forma total ou, no mínimo, parcial de seleção (há faculdades que usarão a prova apenas como exame de 1a fase, mantendo a segunda fase no vestibular próprio) evitando assim a tradicional “peregrinação” dos vestibulandos durante várias tentativas em diferentes vestibulares.
Mais recentemente, vem a notícia, também positiva, que o Novo Enem será obrigatório (até o final de 2009 ainda será facultativo) para todos os alunos da rede pública, sendo inclusive necessário para a aquisição do certificado de conclusão do ensino médio.
O ensino médio é, hoje, o mais problemático e de pior qualidade em todo o país e, inclusive na opinião dos secretários estaduais de educação, carecia de uma avaliação universal para que se possa, em cada caso, saber o melhor tipo de política pública a ser adotada para solucionar os problemas. Outra vantagem, para o sistema educacional, da obrigatoriedade do Enem para a rede pública, está no fato de ele funcionar como um norteador para o que deve ser ensinado nas escolas - já que na maioria dos Estados não há um currículo mínimo.
Porém, como é aconselhável em qualquer mudança, é necessário que se atente para alguns riscos na implantação dessa nova fórmula. Um importante cuidado a se ter é com a total centralização de parâmetros de avaliação que ocorrerá. Deverão ser consideradas as diferenças regionais, e há que se encontrar uma linha de avaliação que equilibre essas diferenças num mesmo exame. Outro cuidado é o de se ter em mente que, apesar de positiva, será implementada uma mudança muito rápida, na qual os profissionais de educação e o aluno não podem ser esquecidos diante de outros interesses, com o risco de que um processo promissor venha a acabar se consagrando como mais um gigante ranking de escolas, estigmatizando e desestimulando as piores.
Mudando um pouco de assunto, ainda há a boa nova que para os propfessores do Estado de São Paulo, aprovados futuramente em concursos públicos, será instituído um curso obrigatório de quatro meses, no qual o concursado receberá aulas teóricas sobre o conteúdo que lecionará e aulas práticas, na forma de estágio supervisionado dentro das escolas. Após esse curso fará uma prova sobre esse aprendizado e se não atingir uma determinada nota...nada feito! Não assume o cargo. Autoritarismo? Bem, não dá pra esquecer que em dezembro do ano passado, a mesma secretaria de São Paulo aplicou, para detectar apenas o domínio da matéria ensinada por cada docente, uma prova na qual, nada menos que 3.500 professores tiveram nota zero. Ou seja, não possuem nehum domínio do assunto que pretendem ministrar.
É por essas e outras que, num país que necessita, e muito, avançar educacionalmente dentro e fora da sala de aula, qualquer brisinha de boas notícias ressoa como ventania de boas esperanças. Parabéns MEC pelo Novo Enem e parabéns governo de São Paulo pela inovação do curso qualificador e prova de efetivação do cargo.
Até a próxima pessoal....!

terça-feira, 31 de março de 2009

EM ARAMINA, CRAZYLAB ATENDE CERCA DE MIL PESSOAS







Nos dias 19 e 20 de Março, o CRAZYLAB iniciou sua caminhada pelas escolas públicas das regiões da Alta Mogiana e Triângulo Mineiro. A convite do secretário municipal de educação Prof. Nelson Scandiuzzi, o nosso projeto atendeu algo em torno de mil pessoas, entre convidados, professores, diretores e alunos, sendo que, na opinião de muitos o projeto é o "mais interessante projeto na área de ciência interativa e interdisciplinar dos últimos tempos, no Brasil."
A meninada ficou vidrada com os robôs, microscópio de aumento de mil vezes na tv de 42", neve artificial, relógio movido a vegetais, bancada de magnetismo, miragens produzidas com espelhos, máquina eletrostática, caleidoscópio gigante e muito mais.
A notícia do sucesso já se espalhou na região e a galera de outras cidades já está anciosa para receber o CRAZYLAB. Guenta aí moçada. É só questão de tempo e estaremos em sua cidade e em sua escola.
Obrigado Aramina e Obrigado Escola Viva que nos deram a oportunidade de iniciar nossos trabalhos dessa nossa segunda unidade nessa região (a primeira unidade atua em Goiânia e região)
Em Buritizal estaremos em 21 e 22 de Maio, com a novidade MÁQUINA DE TORNADO, que produz um tornado de 35 cm de altura, EM PLENO AR, que pode ser, inclusive, tocado pelas mãos dos alunos. Não á TOTAL CRAZY?
Aguarde moçada de Delta e Ituverava que são as próximas da lista.
Aquele abração.
Prof. Kiko

terça-feira, 17 de março de 2009

CRAZYLAB MINAS-SÃO PAULO COMEÇA BEM NA ESCOLA VIVA EM IGARAPAVA-SP

É isso aí fãs do Crazylab. Nos dias 05 e 06 de Março de 2009 o Crazylab - Sistema Interativo de Conhecimento iniciou seu circuito nas escolas particulares da Alta Mogiana e Triângulo Mineiro visitando a Escola Viva, em Igarapava - SP. Foram duas manhãs de excelente convívio, interação e descobertas para a nossa equipe e para a família Escola Viva. Passamos momentos de educação científica e motivação experimental com diretores, professores, funcionários e alunos dessa excelente escola do interior paulista. Nos dias 19 e 20 desse mesmo mês, estaremos em Aramina - SP, inaugurando, em caráter oficial, o circuito das escolas públicas nessa região, a convite da Secretaria Municipal de Educação, na pessoa do Secretário de Educação Prof. Nelson Scandiuzzi e do Prefeito Marcos Rosin. Iremos atender cerca de mil alunos, professores e profissionais de educação convidados, das 7:00h às 17:00h, com parada para almoço das 12:30h às 13:30h.

As secretarias de Educação de Delta-MG e Buritizal-SP estão avaliando a melhor data para que o Crazylab esteja em suas cidades.`

Parabéns e obrigado à Escola Viva e Secretaria de Educação de Aramina pela iniciativa de dar partida ao Crazylab nessa região.

Prof. Kiko

domingo, 8 de fevereiro de 2009

MAIS UMA UNIDADE CRAZYLAB






Pois é...
Mais uma etapa do sonho de meu amigo Alexandre Sandor, idealizador do CRAZYLAB, está prestes a se realizar.
Quando ele, sua esposa Juliana, nosso amigo Álvaro Vilasboas, seu irmão Franz e eu (um pouco depois também com o professor Sandro Juliano) acreditamos no projeto "CRAZYLAB - SISTEMA INTERATIVO DE CONHECIMENTO" e montamos no Shoping Flamboyant de Goiânia, em Outubro de 2007, o primeiro salão de conhecimentos do Crazylab, já era sonho de Alexandre (e por que não dizer, nosso) que esse projeto, já mais tarde acrescido de outras etapas pedagógicas e produtos educacionais, se disseminasse pelo Brasil. Depois desse salão, veio a etapa itinerante do projeto, em que dezenas de escolas e milhares de alunos puderam usufruir de toda a estrutura desse projeto inovador.
Já está à disposição de qualquer pessoa a nossa LOJA VIRTUAL, onde os alunos, os professores, os diretores e os pais podem adquirir produtos que usamos em nossas apresentações nas escolas.
Agora, mais de um ano depois, estamos às portas de inaugurar a segunda unidade do CRAZYLAB, que atenderá toda a região paulista da Alta Mogiana e, em Minas Gerais, todo o Triângulo Mineiro.
Essa inauguração se dará em março próximo, na cidade de Igarapava e região (Aramina, Buritizal e Delta). Em seguida o projeto deverá cumprir uma etapa itinerante em outras cidades, como Uberaba, Uberlândia, Ribeirão Preto e outras cidades menores da macroregião Alta Mogiana-Triângulo Mineiro.
Inrompendo fronteiras, será possível que esse fantástico projeto possa cumprir sua missão de parceiro de educação, propondo a experimentação interativa e lúcida das ciências, estimulando o domínio do método científico, a curiosidade e a observação da realidade e, ao mesmo tempo, enriquecendo a verdadeira essência do pensar.
Valeu Alexandre, por ter acreditado, mesmo estando há tanto tempo nos Estados Unidos, que vale a pena criar e investir em projetos de educação inovadores no Brasil. Parabéns a toda a equipe CRAZYLAB e obrigado a todas as instituições privadas, públicas e educacionais, assim como a todas as pessoas que direta ou indiretamente contribuíram (e ainda contribuem) para continuidade e expansão desse incrível conceito educacional e interativo.

Professor Kiko.

UMA NOVA ERA...




segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Experimento da semana: A lata "teimosa"


Dizem que está tudo bem (mas tá esquisito!)

No Brasil como um todo, os pais estão satisfeitos com a escola dos filhos. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) pesquisou 10.000 pais em todo o país e eles conferiram nota 8,1 às instalações da escola de seus filhos. Oitenta e um por cento (81%) revelam, sobre os diretores da escola, um parecer positivo. Oitenta e três por cento (83%) têm a opinião que os professores se preocupam em ensinar e dar boas aulas. Finalizando: a nota da qualidade de ensino, dada pelos pais, é 8,6 (!).
Lindo, não é verdade?
Infelizmente, não. Está longe de ser lindo e mais distante ainda de ser verdade. Basta analisarmos outro conjunto de estatísticas para que detectemos várias contradições entre o cenário percebido pelos pais e a dura realidade da educação brasileira, principalmente no que diz respeito às escolas públicas.
De acordo com o Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional) mais recente, 72% da população brasileira não se encontra plenamente alfabetizada. Já pelo Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), revela-se que, desde a primeira edição do exame em 1995, a qualidade do ensino vem caindo. Esse mesmo exame constata que, na 8a série, somente 25% dos alunos sabem que “3/4” é o mesmo que 0,75, e não 3,4. Isso na oitava série ! O Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) destaca que o Brasil fica em 53o lugar em matemática e 52o em ciências, em 57 países testados. De acordo com a Unesco, na 1a série, cerca de 24% de nossos são reprovados, contra 2,5% no Chile e 4% na Índia.
Com esse cenário, um povo que gasta anualmente cerca de 4% de seu PIB (arrecadação bruta do país) em educação pública deveria estar deveras descontente com essa educação e os profissionais envolvidos nessa área. Estes funcionários, por sua vez, teriam que estar incomodados com a desaprovação dos pais e procurando melhorar seu desempenho (não obstante a existência de uma minoria que se destaca pela excelência em sua profissão). Mas no Brasil ocorre quase que o oposto disso.
A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), em pesquisa realizada e divulgada no livro O perfil dos professores brasileiros, solicitou que os professores escolhessem, numa lista pré-definida, os fatores que mais influenciam o aprendizado. “Acompanhamento familiar” disparou com 78% dos votos contra somente 32% para “Competência do professor”. No livro Repensando a escola: um estudo sobre os desafios de aprender, ler e escrever, que divulga outra abrangente pesquisa da Unesco e do Inep, há a seguinte declaração dos autores: “Chama a atenção a freqüência com que os professores e diretores se referem à questão da família dos alunos: muito do que acontece de bom e de ruim na escola é explicado pela origem familiar...Raramente é colocada a função primordial da escola na tarefa de ensinar qualquer aluno, de qualquer origem familiar ou social.”
Em vários seminários, palestras e oficinas de educação uma das primeiras questões levantadas pelos professores é: como ensinar com uma família “que não apóia”?
O quadro mais esperado deveria mostrar pais enraivecidos com uma escola que, como se não bastasse não cumprir sua função no ensino, ainda repassa a responsabilidade do fracasso para o aluno e sua família.
Vamos desvendar esse paradoxo, no qual pais consideram tão satisfatória uma escola com resultados tão ruins e por que a comunidade docente vislumbra esses pais tão omissos. Para isso é necessário analisar um fator importantíssimo: que pais são esses.
Retomemos a pesquisa do Inep citada no primeiro parágrafo deste artigo. Dos 10.000 pais entrevistados, 58% não completaram o nível fundamental de ensino. Somente 3% possui diploma de nível superior. Os que raramente lêem livros ou jornais somam 75%. E finalmente, somente 7% acessa a internet. Isso define o perfil desses pais: limitadíssima formação acadêmica e mínimo grau de informação. A qualidade de ensino é para eles um tema extremamente abstrato e intangível, o que lhes dificulta julgá-la. Quando questionados, usam como referência aquilo que seu senso despreparado consegue visualizar - comparam a escola pela qual passaram com a de seus filhos: instalações físicas mais limpas e belas, merenda de qualidade, existe transporte escolar, seus filhos são equipados com uniformes e livros e, o que não ocorria a 3 décadas atrás, há garantia de matrícula. Cinqüenta e sete por cento dos pais afirma que a escola que seus filhos cursam é melhor que a cursada por eles. As oportunidades escolares das quais o filho usufrui (nada mais que obrigações governamentais constitucionais) e que ele não teve, bastam para que o pai se contente. A família, na média dos números, desconhece o processo escolar e carece de fontes de informações mais profundas para perceber que, muitas vezes, a educação que o filho recebe é de qualidade questionável.
Com toda essa inaptidão, não é de se estranhar que a família, não por desamor ou desinteresse, não se envolva na vida estudantil dos filhos. A família média brasileira não possui instrumentos intelectuais para identificar deficiências na educação dos filhos estando muitíssimo menos preparada ainda para apoiar a continuidade do processo de aprendizado no lar e ajudar a escola a sanar deficiências na educação.
Os professores, por sua vez, devem ter em mente essa realidade: os pais de seus alunos (salvo raras exceções) darão, durante um bom tempo ainda, contribuições limitadas ao ensino dos filhos. Ponto! Na grande maioria dos casos, a incapacidade de interferir mais contundentemente nessas questões é fruto de despreparo e não de negligência educativa. Para que esse quadro mude ao longo dos anos, o papel dos professores é ainda mais imprescindível, para que a escola se torne o caminho para que os alunos escapem desse ciclo de ignorância e miséria e se tornem, num amanhã não tão longínquo, os pais que, hoje, os professores tanto gostariam de ter como parceiros da educação. Nós professores e todos os outros profissionais ligados a educação, devemos nos despir das vestes de Pilatos e, deixando de transferir responsabilidades, nos preocuparmos em dar mais de nós mesmos a cada dia de trabalho e aula ministrada. É hora de abandonar o tripé, já desgastado, no qual apoiamos, muitas vezes, a nossa inércia e conveniência: Salários ruins, formação profissional deficiente e falta de apoio da família do aluno. São três problemas reais e que devem ser discutidos e solucionados a nível de classe e sociedade, mas que não devem interferir no nosso afinco em nos tornarmos melhores a cada dia, contando com os instrumentos dos quais dispomos no momento e lutando para que esses instrumentos evoluam no futuro.


Obs: Para confirmar os dados citados no texto acima é só conferir nos links:
www.unesco.com.br
www.inep.gov.br
www.ipm.org.br
www.inep.gov.br/basica/saeb