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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Experimento da semana: Moeda some...moeda aparece !


Educação Moderna - O EDUCOMUNICADOR - Parte II

Na primeira parte desse artigo, deixamos evidente a necessidade de o professor moderno se moldar a atual realidade do mundo multimidiado, usando as ferramentas TCI - Tecnologias de Comunicação e Informação e, claro, o computador é a mais importante delas. É através dele que os alunos acessam redes no ciberespaço, compartilham projetos e bancos de dados, etc. Mas no Brasil a realidade tem sido outra. Segundo pesquisa do MEC, de 2007, a proliferação indiscriminada e mal gerenciada de laboratórios de informática nas escolas brasileiras piorou o ensino. Tanto que, de acordo com esses dados, os alunos que utilizam o computador na escola estão seis meses defasados nas disciplinas em relação aos demais, que não fazem uso dessa tecnologia.
Já ha algum tempo, pesquisas têm apontado a pequena ou nenhuma contribuição do computador para a melhoria do ensino nas escolas brasileiras. Mas nenhuma apresentava resultados tão negativos como essa, na qual especialistas coletaram os escores dos estudantes em três das últimas edições do Saeb, prova aplicada pelo MEC. Mas o que leva a esse quadro desapontador? Por que em outros países a experiência da implementação dos computadores no ambiente escolar funcionou?
Atesta a autora da pesquisa recente, Fabiana de Felício: “Sem a supervisão dos professores, as crianças perdem tempo em frente ao computador com atividades sem nenhuma relevância para o ensino”. Entenda-se essas atividades como games e salas de bate-papo. Nos países onde a política do computador na escola produz frutos gratificantes, os professores receberam treinamento para fazer uso dos computadores para finalidades pedagógicas, como por exemplo no Chile, onde 80% dos docentes foram capacitados para tal tarefa. Há países, como o Canadá, que adotam especialistas para criar e organizar bibliotecas de softwares e guiar os professores na suas aplicações em sala de aula.
Ora, para se formar um educomunicador é preceito básico o domínio mínimo do computador e dos caminhos pedagógicos de utilização dessa ferramenta para educar. Segundo Roseli Lopes, coordenadora do Núcleo de Sistemas Integrados da USP, “Aqui (no Brasil) os professores mal sabem ligar o computador”. É dela a responsabilidade da implantação daquele programa do governo federal, que visa entregar laptops aos 30 milhões de alunos da rede pública.
A fórmula é a seguinte: a informática tem que entrar para o cotidiano da escola, mas não de forma inconseqüente, ou puramente para satisfazer o “modismo”, ou ainda e mais irresponsavelmente para “tapar o sol com a peneira” (no caso, com o teclado).
Máquinas colocadas em sala de aula sem o devido critério não obterão resultados satisfatórios. É necessário capacitar professores, adaptar os equipamentos a projetos pedagogicamente viáveis e proporcionar um uso supervisionado dessa tecnologia pelo estudante. E essas ações são responsabilidade dos governos federais, estaduais e municipais, no que diz respeito à rede pública de ensino, das mantenedoras de instituições particulares de ensino básico e superior e, em última, mas não menos importante instância, dos próprios professores que devem criticar e fiscalizar tanto a falta do computador na escola quanto o seu uso ineficiente. Que necessitam cobrar essas ações das instituições ou órgãos competentes e que precisam, na medida do possível, eles mesmos procurarem se capacitar, usando quaisquer meios competentes aos quais tenham acesso, desde a mobilização da categoria até buscas individuais por cursos, publicações e outros instrumentos que o auxiliem nesse aprendizado, tais como essa coluna.
Aguaremos suas mensagens para troca de experiências, dicas de como se capacitar, sugestões para aplicação do computador de forma pedagogicamente coerente, etc., no endereço
kikofisica@gmail.com .
Ainda em oportunidades futuras, continuaremos a falar de educomunicador e verão que o computador é apenas um dos instrumentos de que faz uso este profissional e que muitas ferramentas legais e eficientes para a educomunicação são ou já foram usadas pela maioria dos professores que nos lêem, mesmo que eles não soubessem que estavam se educomunicando. Até lá.

Mil desculpas pelo atrazo dessa semana...

Salve moçada que nos acompanha aí...e aqui vão os meus agradecimentos, pois um blog ainda em fase de estruturação que em cercade dez dias teve 180 visitas...é muito legal.
Essa semana a coisa pegou e acabei tendo que postar as atualizações já na sexta feira. Desculpem-me e contem com a certeza de que tudo será feito para que isso não torne a contecer. E podem contar com as atualizações de segunda feira próxima pontualmente.
Obrigado pela audiência, pela confiança e pelas críticas.
Aquele abraço do professor Kiko.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Experimento da semana: Spray

Educação Moderna - O Educomunicador

Professor, não se engane: Aquela visão de que a sua aula é muito importante porque esse conhecimento um dia ajudará o aluno a entrar numa boa faculdade e, consequentemente, ter um futuro profissional garantido é coisa de gerações anteriores.
A média dos alunos de hoje começa a se preocupar com o vestibular lá pelo primeiro ano do ensino médio, de maneira tênue, e, mais seriamente, no terceiro ano do mesmo nível.
Hoje, é comum o aluno encarar, mesmo que no subconsciente, a escola como um compromisso social diário e a aula como mais um produto dentre os vários com os quais ele tem que lidar no seu cotidiano e dentre muitos adquiridos e financiados pelos pais, produtos esses com os quais ele deve interagir independentemente da sua maior ou menor simpatia pelos mesmos.
E o que fazemos quando nos deparamos com um produto que não preenche totalmente as nossas expectativas? Nos desinteressamos. A falta de interesse, de motivação, por parte dos alunos, é o maior problema, em sala de aula, a ser enfrentado pelos profissionais da educação. O maior, por que dele deriva a maioria dos demais problemas, como indisciplina, descomprometimento com tarefas, apatia participativa, dificuldade de fixação de conteúdo, dificuldade de abstração e outros que levam, consequentemente, a um mau aproveitamento geral.
Ora, detectado o problema-chave, basta agir. Então é necessário motivar? Claro! Aluno motivado é interessado. Ele não conversa, não se entrega a brincadeiras não por que o professor não goste, mas por que ele mesmo não quer, pois está atento a algo de seu interesse. O aluno motivado faz suas tarefas por que ele sabe que delas dependerá a melhor compreensão e fixação do conteúdo para a próxima aula, da qual ele quer participar ativamente, pois está interessado nisso. O aluno motivado estuda para a prova não por que os pais obrigam, mas por que ele gosta do assunto, traduzindo: é legal estudar isso.
É URGENTE E NECESSÁRIO MOTIVAR. PONTO. Mas como? O que esse público necessita e deseja, que seja coerente com nosso compromisso de educadores e nossa ética profissional? Vamos analisar mais de perto esse nosso cliente? Uma das maiores características desse público é o que chamamos de uma disposição multitarefa. Ele responde às mensagens do celular, ouve música no iPod, vê TV e fala com os amigos no Messenger - tudo ao mesmo tempo. Fazer tudo isso simultaneamente é uma característica típica das novas gerações. Por um lado, isso lhes confere uma elaboração cognitiva muito rápida. Por outro, acaba deixando-os na superficialidade, pois não dá tempo de se aprofundar nos assuntos. Como um aluno com esse perfil reage a cerca de 6 horas de aulas “saliva e giz”? Com desinteresse, é claro. E o que fazer para que isso mude? O Professor deve se adaptar à realidade atual multimidiada e passar a usar as ferramentas de TCI – Tecnologias de Comunicação e Informação. Claro que essa ação deve respeitar a integridade do conteúdo programado, as relações professor-aluno e aluno-aluno e a necessidade de tangibilização (produzir tocando, manuseando) no processo educacional. É de suma importância que o professor se lembre que mídia = instrumento para comunicação e que, nesse contexto, ele próprio é uma mídia – o Mídia-educador, ou, especificamente voltado à escola, o EDUCOMUNICADOR.
Nas próximas postagens falaremos mais sobre esse novo perfil de profissional do ensino e detalharemos como implementar essa nova postura em sala de aula, sem ferir os novos paradigmas da educação. Até lá.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Experimento da semana: O Copo Invisível

A resposta correta da enquete sobre essa experiência é: O copo desaparece dentro do óleo pois o vidro de que é feito possui quase o mesmo índice de refração que o óleo, logo, ao passar do óleo para o vidro e vice-versa, a luz quase não sofre alteração no seu comportamento, o que impede que visualizemos o copo.

sábado, 29 de novembro de 2008

BANCO DE INTERNACIONAL DE OBJETOS EDUCACIONAIS

Está disponível na internet, já ha alguns meses, o BIOE - Banco Internacional de Objetos Educacionais.
O MEC - Ministério da Educação lançou mais um portal para assesorar professores, trata-se do site ObjetosEducacionais que funciona como um repositório para compartilhar recursos educacionais em diversas mídias e idiomas ( áudio, vídeio, animação/simulação, imagem, hipertexto, softwares educacionais).
Todos os recursos disponível são de acesso público e livre e visam atender diversas áreas do conhecimento e em diversos víveis desde educação infantil, fundamental, médio e superior.
O Professor Kiko, claro, foi um dos autores convidados pelo MEC para, com algumas de suas animações fazer parte desse banco. Tem animação sobre Matemática, Física, Biologia, Química, etc. Dê uma conferida.
Acessem: http://objetoseducacionais.mec.gov.br/
Professor Kiko